Clubes brasileiros criticam proibição de apostas esportivas em audiência no STF
Representantes de seis grandes clubes brasileiros criticaram a proibição das apostas esportivas e dos jogos online durante uma audiência pública realizada no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, nesta terça-feira (3). Dirigentes e advogados alertaram que a medida pode provocar perdas financeiras, comprometer contratos de patrocínio e prejudicar o planejamento orçamentário das equipes.

Durante a discussão, representantes de Flamengo, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, São Paulo e Corinthians argumentaram que os contratos com empresas de apostas foram firmados conforme as regras vigentes na época. Eles também questionaram o prazo de dez dias para adaptação às restrições e defenderam a criação de regras de transição para evitar prejuízos aos compromissos já assumidos.
O vice-presidente do Flamengo, Flávio Willeman, afirmou que o clube pode perder aproximadamente R$ 430 milhões por ano caso a proibição seja mantida, considerando os contratos que integram o planejamento financeiro da equipe. Já o presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, destacou que a restrição pode afetar tanto os patrocínios diretos quanto as receitas relacionadas à publicidade de casas de apostas nas transmissões esportivas.
A proibição determinada pelo governo federal no fim de setembro de 2026 integra um conjunto de medidas para combater o endividamento das famílias e os problemas associados ao uso compulsivo de jogos virtuais. Antes da restrição, o Brasil registrava aproximadamente 50 milhões de usuários de plataformas de apostas e mais de 80 empresas atuando no mercado.














