Brasil

Prévia da inflação sobe 0,41% em junho puxada por alimentos e energia elétrica

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do Brasil, registrou alta de 0,41% em junho. O resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento dos preços dos alimentos e da energia elétrica residencial, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

A divulgação ocorreu nesta quinta-feira (25). Entre os itens que mais pressionaram o índice estão o tomate, a cenoura e a batata-inglesa, que acumularam altas superiores a 100% no primeiro semestre de 2026. O tomate registrou aumento de 103,84%, seguido pela cenoura, com 103,10%, e pela batata-inglesa, com elevação de 100,20%.

No grupo alimentação e bebidas, a inflação foi de 0,74%, a maior entre os nove grupos analisados pelo IBGE, contribuindo com 0,16 ponto percentual para o índice geral. Apesar da desaceleração da alimentação no domicílio, que passou de 1,73% em maio para 0,87% em junho, os alimentos continuaram exercendo forte impacto no orçamento das famílias.

Em contrapartida, alguns produtos apresentaram redução de preços. O café moído teve queda de 3,69%, enquanto as frutas registraram recuo de 0,96% no período analisado.

Outro grupo com forte influência sobre o resultado foi o de habitação, que avançou 0,72% e respondeu por 0,11 ponto percentual do IPCA-15. O principal destaque foi a energia elétrica residencial, que ficou 2,04% mais cara.

De acordo com o IBGE, o aumento na conta de luz está relacionado à vigência da bandeira tarifária amarela, que acrescenta cobrança de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Para calcular o IPCA-15 de junho, o instituto considerou os preços coletados entre 16 de maio e 16 de junho de 2026, comparando-os com os valores registrados entre 16 de abril e 15 de maio deste ano.

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