Brasil

Cesta básica sobe em 17 capitais e trabalhador compromete mais da metade do salário com alimentação

O custo da cesta básica aumentou em 17 das 27 capitais brasileiras em junho, segundo levantamento divulgado pelo Dieese. A alta foi impulsionada principalmente pelo feijão, além de produtos como carne, leite, arroz, batata e tomate. Em São Paulo, a cesta básica chegou a R$ 965,47, o maior valor registrado entre as capitais pesquisadas.

De acordo com o levantamento, o aumento dos alimentos impactou diretamente o poder de compra da população. Em média, um trabalhador precisou comprometer 52,02% do salário líquido apenas para adquirir os itens básicos de alimentação, percentual superior ao observado no mesmo período do ano passado.

O estudo também aponta que o salário mínimo de R$ 1.621 não é suficiente para cobrir as despesas essenciais de uma família de quatro pessoas. Segundo o Dieese, para atender às necessidades básicas previstas na Constituição, o rendimento deveria ser de R$ 8.110,92, cerca de cinco vezes o valor do piso atual.

Na prática, o encarecimento da cesta básica reduz a capacidade das famílias de custear outras despesas, como moradia, transporte, saúde e educação. Com mais da metade da renda destinada à alimentação, sobra menos dinheiro para gastos essenciais, aumentando a pressão sobre o orçamento doméstico.

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