Mercado mantém projeções para inflação, Selic, PIB e dólar em 2026, aponta Focus

As expectativas do mercado financeiro para a inflação, a taxa básica de juros, o crescimento da economia e o câmbio permaneceram estáveis na comparação com a semana anterior, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Banco Central.
Para 2026, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi mantida em 5,02%. A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) também permaneceu em 1,98%.
O mercado manteve ainda a previsão de que o dólar encerre o ano em R$ 5,20 e de que a taxa Selic fique em 13,75% ao ano.
A projeção de inflação continua acima da meta contínua perseguida pelo Banco Central. A principal ferramenta utilizada pela autoridade monetária para controlar a inflação é a taxa Selic, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
Quando os juros aumentam, o crédito fica mais caro e a tendência é de redução do consumo e estímulo à poupança, o que pode contribuir para conter a inflação. Em contrapartida, taxas elevadas podem dificultar a expansão da atividade econômica.
Para 2027, o Boletim Focus registrou pequenas mudanças nas estimativas. A previsão para o IPCA passou de 4,22% para 4,24%, enquanto a projeção para o crescimento do PIB caiu de 1,52% para 1,50%. A expectativa para o dólar subiu de R$ 5,28 para R$ 5,29. Já a estimativa para a Selic permaneceu em 12% ao ano.
Divulgado semanalmente pelo Banco Central, o Relatório Focus reúne projeções de instituições financeiras para os principais indicadores da economia brasileira.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA desacelerou pelo quarto mês consecutivo e registrou alta de 0,07% em julho. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses ficou em 4,44%, retornando ao intervalo da meta contínua de inflação, estabelecida em 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
















