Brasil

Bolsonaro tem quadro de pneumonia confirmado e está na UTI, diz hospital

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, após ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral. Ele deixou às pressas a unidade prisional conhecida como Papudinha após apresentar uma crise de vômito e outros sintomas.

O caso ocorreu na manhã desta sexta-feira (13). De acordo com boletim médico divulgado pelo hospital e compartilhado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o ex-presidente deu entrada na unidade após apresentar febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.

Segundo os médicos, exames laboratoriais e de imagem confirmaram o diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral, com provável origem aspirativa.

“No momento encontra-se internado em unidade de terapia intensiva, em tratamento com antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo”, informou o boletim médico.

Mais cedo, o senador Flávio Bolsonaro relatou nas redes sociais os primeiros sinais do mal-estar do pai.

“Acabo de receber a notícia de que meu pai Jair Bolsonaro está a caminho do hospital, mais uma vez. Informações preliminares de que acordou com calafrios e vomitou bastante”, escreveu.

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 7h40 para prestar atendimento ao ex-presidente. Bolsonaro está preso desde janeiro deste ano na sala de Estado Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

O que é broncoaspiração

A broncoaspiração ocorre quando substâncias que deveriam seguir pelo sistema digestivo acabam entrando nas vias respiratórias. Isso pode acontecer com vômito, saliva, alimentos ou líquidos que, em vez de seguirem para o estômago, são direcionados para os pulmões.

Quando isso ocorre, o material aspirado pode provocar irritação nas vias respiratórias e causar infecções pulmonares, como a pneumonia aspirativa. O risco depende da quantidade aspirada e da condição de saúde do paciente.

Entre os sintomas mais comuns estão tosse intensa, falta de ar, chiado no peito, febre e dificuldade para respirar. Em situações mais graves, o quadro pode evoluir para insuficiência respiratória, exigindo acompanhamento médico e exames para avaliar possíveis comprometimentos pulmonares.

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