Brasil

Mercado reduz projeção da inflação para 2026, aponta boletim

O mercado financeiro reduziu a projeção para a inflação em 2026, segundo o boletim Focus divulgado pelo Banco Central. A expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,16% para 5,15% nesta segunda-feira (20), mantendo a trajetória de desaceleração observada nas últimas semanas.

Os demais indicadores permaneceram estáveis. As projeções seguem apontando crescimento de 1,99% para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, dólar cotado a R$ 5,20 no fim do ano e taxa Selic em 14%, abaixo dos atuais 14,25%, o que indica a expectativa de pelo menos um corte nos juros até o fim do próximo ano.

De acordo com os especialistas consultados pelo Banco Central para a elaboração do boletim Focus, a redução dos juros tende a tornar o crédito mais barato, o que pode estimular o consumo e aumentar as pressões inflacionárias.

Atualmente, o Comitê de Política Monetária (Copom) utiliza a elevação da taxa Selic para encarecer o crédito e incentivar aplicações em poupança e renda fixa, reduzindo o consumo. Na avaliação do mercado, juros mais altos dificultam a expansão da economia ao diminuir a demanda e, consequentemente, ajudar no controle da inflação. Além disso, os bancos também consideram fatores como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas na definição das taxas cobradas dos clientes.

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