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Acusados de espancar capivara no RJ são multados em R$ 160 mil e têm prisões mantidas

Os acusados pelo espancamento de uma capivara na zona norte do Rio de Janeiro foram enquadrados no chamado Decreto Cão Orelha e terão que pagar R$ 20 mil cada por maus-tratos a animal silvestre. No total, as multas somam R$ 160 mil.

É a primeira aplicação das novas regras pelo Ibama, após a atualização do decreto federal em 13 de março, que aumentou significativamente os valores das penalidades para crimes ambientais. Antes, as multas variavam de R$ 300 a R$ 3 mil; agora, vão de R$ 1.500 a R$ 50 mil.

O caso ocorreu na madrugada de sábado, na orla do Quebra Coco, no Jardim Guanabara, na Ilha do Governador. Segundo as investigações, oito pessoas participaram das agressões, utilizando barras e ripas com pregos para atacar o animal.

Imagens de câmeras de segurança registraram a ação. A capivara foi encontrada horas depois, gravemente ferida, com traumatismo craniano, edemas e sangramento nasal. O animal foi sedado e segue em tratamento em uma clínica especializada em reabilitação de fauna silvestre.

Seis adultos tiveram as prisões convertidas em preventivas e permanecem à disposição da Justiça. Dois adolescentes envolvidos no caso foram apreendidos e devem cumprir internação provisória, conforme decisão da Vara da Infância e Juventude.

De acordo com testemunhas, uma pessoa tentou intervir e acabou sendo agredida pelo grupo. Há ainda relatos de que os suspeitos já teriam perseguido outros animais anteriormente.

Todos os envolvidos devem responder por maus-tratos, associação criminosa e corrupção de menores. Na decisão, o juiz Rafael Rezende classificou o crime como de “extrema crueldade” e destacou a necessidade da prisão para garantia da ordem pública.

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