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Justiça dos EUA obriga Trump a pagar indenização de US$ 5,8 milhões por abuso sexual

A Justiça dos Estados Unidos autorizou a escritora E. Jean Carroll a receber uma indenização de US$ 5,8 milhões (cerca de R$ 30 milhões) de Donald Trump. A decisão foi proferida nesta quarta-feira (8), após a rejeição de um recurso apresentado pela defesa do presidente norte-americano.

O juiz federal Lewis A. Kaplan determinou a liberação dos recursos depositados em uma conta controlada pela Justiça. O valor corresponde à indenização fixada por um júri em processo civil que responsabilizou Trump por abuso sexual e difamação, acrescida de juros.

A liberação ocorreu depois que a Suprema Corte dos Estados Unidos recusou analisar o recurso da defesa. Os advogados do presidente ainda tentaram impedir o pagamento, mas o pedido foi negado pelo magistrado.

O processo teve origem em uma denúncia apresentada por E. Jean Carroll, que afirma ter sido abusada sexualmente por Donald Trump em 1996, em um provador da loja de departamentos Bergdorf Goodman, em Nova York.

Segundo a escritora, os dois se encontraram no estabelecimento, em Manhattan, e entraram em um provador após conversarem sobre a compra de um presente. Trump nega as acusações e sustenta que o episódio nunca aconteceu.

Em 2023, um júri concluiu, na esfera civil, que Trump era responsável pelo abuso sexual e pela difamação da escritora após ela tornar pública a denúncia.

A acusação foi divulgada em 2019 no livro de memórias de Carroll, “What Do We Need Men For? A Modest Proposal” (“Para que precisamos dos homens? Uma proposta modesta”, em tradução livre).

Outra condenação segue em recurso

Além desse processo, Donald Trump também recorre de outra condenação envolvendo E. Jean Carroll. Em 2024, um novo júri determinou o pagamento de US$ 83,3 milhões (cerca de R$ 430 milhões) por difamação. A decisão ainda está sendo analisada pela Justiça norte-americana.

O presidente continua negando todas as acusações e afirma que a escritora inventou a história. Até o momento, o caso permanece restrito à esfera civil, sem acusações criminais relacionadas aos fatos narrados por Carroll.

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