Coriscos viram atração à parte durante o São João de Cruz das Almas

Enquanto os grandes shows atraem milhares de pessoas ao circuito oficial, os tradicionais coriscos também roubam a cena e ajudam a manter viva uma das mais antigas tradições juninas de Cruz das Almas. Presentes em diversos pontos da cidade, eles se transformaram em um espetáculo à parte durante os festejos.
Os coriscos são artefatos produzidos artesanalmente com bambu, pólvora e barro. Menores que as tradicionais espadas de fogo, eram utilizados principalmente por crianças que ainda não tinham idade para participar das queimas de espadas, uma das manifestações culturais mais marcantes do município antes da proibição da prática.
Diferentemente das espadas, os coriscos não são alvo de restrições específicas ou operações policiais, fator que contribuiu para o aumento de sua utilização nos últimos anos. Atualmente, eles podem ser vistos em apresentações culturais, blocos juninos e em diversos momentos da programação do São João cruzalmense.
Além da tradição local, a palavra “corisco” possui outros significados. No sentido literal, refere-se a raios, relâmpagos ou faíscas produzidas durante tempestades. Popularmente, também é usada para definir pessoas agitadas, rápidas ou inquietas.
O termo ainda tem relevância histórica por ter sido o apelido de Cristino Gomes da Silva Cleto, conhecido como Corisco, um dos mais famosos integrantes do cangaço e apontado como sucessor de Lampião.
Em Cruz das Almas, porém, a palavra ganhou identidade própria. Durante o mês de junho, os coriscos seguem iluminando ruas e festejos, preservando uma das expressões mais características da cultura popular do município.














