Um delegado e sua esposa foram encontrados mortos nesta sexta-feira (31), dentro de um quarto da casa onde moravam, no bairro Floresta, na cidade de Porto Velho, em Rondônia. O policial completou 60 anos na quinta (30).
As vítimas foram identificadas como Júlio César Árabe Gomes da Silva e Jaqueline Aparecida Juliatti Arabe, de 49 anos. Ambos apresentavam marcas de disparos de arma de fogo.
A Polícia Civil trabalha na hipótese de que a esposa teria efetuado os disparos contra o marido e, depois, tirou a própria vida, ou seja, homicídio seguido de suicídio.
Em nota publicada nas redes sociais, a instituição diz que “se solidariza com familiares e amigos, neste momento de muita tristeza e pesar”.
Após 33 anos de magistratura, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, anunciou nesta quinta-feira (30) que se aposentará a partir do próximo dia 11, antecipando, com isso, a data de seu afastamento compulsório em um mês. Ele completa 75 anos no próximo dia 11 de maio.
No anúncio que fez à imprensa, o ministro disse que inicia agora um novo ciclo de sua vida, com compromissos profissionais e acadêmicos, após 17 anos na Corte. “Saio daqui com a convicção de que cumpri minha missão”, afirmou. “Estou com o gabinete praticamente zerado em matéria de processos, e parto para novas jornadas”.
Audiências de custódia Ao fazer um rápido balanço de sua atuação, o ministro revelou que uma de suas grandes satisfações foi ter contribuído para a implantação das audiências de custódia no Brasil. O mecanismo consiste na apresentação do preso ao juiz, em no máximo 24 horas, evitando encarceramentos indevidos e prevenindo eventuais ações de violência ou tortura por agentes públicos. “Penso que foi um avanço civilizatório”, disse ele, acrescentando que, inicialmente, a iniciativa tinha por base o Pacto de San José da Costa Rica até ser efetivada, como direito do preso, no Código de Processo Penal (CPC).
Sucessor O ministro disse que não discutiu nomes de seu sucessor com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, porque se trata de uma decisão exclusiva do chefe da nação. Para Lewandowski, além dos requisitos constitucionais para ocupar o cargo (no mínimo 35 anos, notável saber jurídico e reputação ilibada), o novo ministro deve ter coragem. “Penso que meu sucessor deverá ser fiel à Constituição, aos direitos e às garantias fundamentais, mas precisa ser, antes de mais nada, corajoso para enfrentar as enormes pressões que um ministro do Supremo Tribunal Federal tem de enfrentar no seu cotidiano”.
Para Lewandowski, todos os nomes que estão sendo cogitados para sua vaga são de pessoas de grande reputação e trajetórias jurídicas impecáveis. “O Supremo Tribunal Federal e a sociedade brasileira estarão bem servidos com qualquer dos nomes que têm aparecido com frequência na mídia”.
Entre apoiadores e curiosos, cerca de 300 pessoas se aglomeram no Aeroporto Internacional de Brasília, na manhã desta quinta-feira (30/3), na esperança de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumprimentasse os presentes. No entanto, mesmo com os apelos, o ex-chefe do Planalto saiu do local sem conversar com os bolsonaristas. O ex-presidente deixou o aeroporto por uma rota alternativa. Ele participa de um evento do PL no Complexo Brasil logo mais.
O avião pousou por volta das 6h40. No saguão, os bolsonaristas cantavam o Hino Nacional e entoavam o coro de “Deus, pátria, família e liberdade” — bandeiras defendidas durante a campanha. Eles chamaram pelo “mito” e também xingaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “ladrão” enquanto esperavam algum sinal de Bolsonaro.
A Polícia Militar, com o apoio do Departamento de Trânsito (Detran), faz o policiamento. Os carros que chegam ao aeroporto estão sendo parados por policiais e agentes. A PF também sugeriu que as pessoas evitem ir ao local, para não atrapalhar o andamento dos voos.
Ele estava nos Estados Unidos desde dezembro do ano passado, após sair derrotado das eleições que definiram vitória ao presidente Lula. No Brasil, ele deve cumprir uma agenda institucional como presidente de honra da legenda, com o objetivo de atrair cabos eleitorais para o pleito municipal de 2024 e gerar impacto nas eleições de 2026.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) confirmou, nesta quarta-feira (29/3), que há uma movimentação de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em deslocamento para Brasília. A intenção das pessoas seria acompanhar a chegada de Bolsonaro ao Brasil, marcada para às 7h30 desta quinta-feira (30/3).
Segundo o superintende da PRF no DF, Igor Ramos, há uma movimentação de ônibus, mas ainda não se pode falar em caravanas.
O superintendente afirmou que, a princípio, não haverá nenhum bloqueio nas rodovias federais. O agente não informou, porém, o número de veículos ou pessoas que estão viajando para a capital do país.
“A PRF sabe que existem ônibus que vão vir para cá, mas não posso afirmar que há caravanas. Não existe, neste momento, um acréscimo considerável de ônibus vindo para cá. Não haverá bloqueios nas rodovias federais”, completou Ramos.
Bolsonaro passou cerca de três meses nos Estados Unidos e confirmou o retorno ao Brasil nesta semana. Os órgãos de segurança do DF realizaram, ao longo da semana, diversas reuniões para tratar da segurança da cidade durante a chegada do ex-presidente.
Sem aglomeração As informações sobre o esquema de segurança foram repassadas nesta quarta durante coletiva. Durante o evento, o representante da Polícia Federal no DF, Cezar Luiz Busto, afirmou que a orientação para apoiadores do ex-presidente é para que não haja aglomeração no Aeroporto de Brasília.
o representante da Polícia Federal no DF, Cezar Luiz Busto, afirmou que a orientação para apoiadores do ex-presidente é para que não haja aglomeração no Aeroporto de Brasília.
“Estamos buscando preservar a rotina do Aeroporto Internacional de Brasília. Temos em torno de 40 mil pessoas que por lá trafegam durante o dia. Qualquer problema pode repercutir em toda a malha aérea brasileira. Então, estamos orientando para que se evite aglomeração no local”.
Segundo o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, haverá pontos de observação na Esplanada dos Ministérios e no Aeroporto de Brasília, mas não há a previsão de revistas ou bloqueio ao acesso desses locais.
“A Esplanada, assim como o aeroporto, estará sendo monitorado e estaremos prontos para fechar em um prazo curtíssimo. Não quer dizer que vai. Mas, a principio, estamos trabalhando com o intuito de criar o menor prejuízo possível a cidade. E, eventuais abordagens poderão ser feitas”, comentou Avelar.
O secretário reforçou que não será permitida a realização de manifestações no terminal aeroportuário. “Por isso, estamos em contato com representantes do ex-presidente. Manifestações de apoio não podem ser feitas no saguão do aeroporto. A Polícia Militar (PMDF) estará atuando em grande escala nos acessos ao terminal”.
Os representantes das forças de segurança não divulgaram o número do efetivo que estará atuando na operação.
Sandro Avelar ainda comentou que, entre as tratativas com a equipe do ex-presidente, foi acordado que não haverá “paradas” para cumprimentar apoiadores. “Carro aberto, por exemplo, o Código Nacional de Trânsito não permite. Ele acenar para eventuais pessoas que estejam no caminho, não há problema. Uma coisa é certa: o fluxo do trânsito estará sendo monitorado para que não haja mudanças. A gente vai cuidar para que, durante o trajeto, ele não pare para cumprimentar pessoas. Faremos escolta no sentido de segurança”.
Desembarque A PF confirmou que Bolsonaro não sairá pelo saguão normal. “É mais um motivo para as pessoas não irem ao Aeroporto. Temos prerrogativas legais de determinar por onde ele pode sair. Não é um ato ilegal ou autoritário”, ressaltou Cezar Luiz Busto, superintendente da PF no DF. Para evitar tumultos, ele não divulgou que local seria esse. “É assunto que se refere ao planejamento.”
Já a Polícia Rodoviária Federal (PRF) confirmou haver uma movimentação de apoiadores de outras unidades da Federação em direção a Brasília de outros Estados, mas não divulgou os números.
Também estavam presentes na coletiva o comandante-geral da PMDF, o coronel Klepter; o delegado-geral da PCDF, Robson Cândido; o superintendente da PRF no DF, Igor Ramos; superintendente da PF no DF, Cezar Luiz Busto; a comandante-geral do CBMDF, coronel Mônica de Mesquita; vice-presidente da Inframérica, Juan Djedjeain; e o diretor-geral do Detran-DF interino, Rafael Vitorino.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi aconselhado por alguns auxiliares a se manter em silêncio nos próximos dias, até que suas recentes declarações sobre o ex-juiz e atual senador Sergio Moro (União) caiam no esquecimento.
Na semana passada, Lula causou polêmica ao dizer que a operação da Polícia Federal que investigou planos do PCC para matar Moro e outras autoridades teria sido uma “armação” do senador junto com a juíza Gabriela Hardt.
De acordo com a coluna de Igor Gadelha do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, na avaliação de integrantes do governo, Lula errou com a fala, ao abrir espaço para Moro se vitimizar. Além disso, o presidente pôs em xeque o trabalho da atual gestão da PF, que atuou nas investigações do caso do PCC.
Conselheiros do presidente avaliam que é momento de Lula evitar discursos improvisados e falas à imprensa. Mesmo sendo orientado por auxiliares, o petista acaba sempre deixando escapulir um frase indesejada.
Para estrategistas de comunicação de Lula, o cancelamento da viagem à China ajudará o presidente a evitar novas falas polêmicas sobre Moro. Por orientação médica, o petista ficará recluso no Palácio da Alvorada.
A dor de cabeça dos auxiliares com as falas de Lula não é de hoje. Durante a campanha de 2022, o petista chegou a ser proibido de improvisar nos discursos mais relevantes, como na apresentação de Geraldo Alckmin como vice na chapa.