Meta diz ao TSE que canal “Exército do Lula” no WhatsApp não viola regras do aplicativo

A Meta informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta sexta-feira (23), que não identificou violações às políticas da empresa no canal Exército do Lula, no WhatsApp, criado para divulgar conteúdos de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A manifestação ocorreu após uma análise técnica solicitada pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, em meio a questionamentos sobre o cumprimento das regras de integridade eleitoral.

A avaliação da empresa ocorreu após a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) contestar a atuação da plataforma. A equipe do candidato alegou que o canal apresentava indícios de descumprimento do plano de conformidade apresentado pela Meta ao tribunal e reproduzia conteúdos que o TSE já havia considerado inverídicos.
A controvérsia começou neste mês, quando Kassio Nunes Marques determinou a suspensão do canal no dia 11. Posteriormente, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, derrubou a medida. Em seguida, o ministro autorizou a reativação do canal após o registro oficial no TSE.
Em outra decisão relacionada ao caso, o ministro Floriano de Azevedo Marques estabeleceu que o canal não poderá voltar a sofrer suspensão ou restrição por decisões individuais de integrantes da Corte. A medida trata da possibilidade de novos bloqueios ao espaço de divulgação política no WhatsApp.
Na manifestação apresentada ao TSE, a Meta afirmou que sua análise técnica não encontrou conteúdos que violassem as políticas aplicáveis aos canais da plataforma. Dessa forma, a empresa sustentou que, conforme a avaliação realizada, o Exército do Lula não descumpriu as regras internas analisadas.















