Incra inicia estudos para reconhecer cinco territórios quilombolas na Bahia

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) iniciou, em outubro de 2026, estudos para o reconhecimento de cinco territórios quilombolas na Bahia. A iniciativa poderá beneficiar 585 famílias e representa mais uma etapa do processo de regularização fundiária das comunidades localizadas no Território de Identidade do Velho Chico.

Os trabalhos envolvem a elaboração dos Relatórios Técnicos de Identificação e Delimitação (RTIDs), documentos que reúnem informações sobre a história das comunidades, as famílias residentes, os aspectos antropológicos e os limites das áreas tradicionalmente ocupadas. O Incra desenvolve os estudos em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED).
As áreas contempladas são Saco Grande da Tixinha, em Ibotirama; Cipó I, em Muquém do São Francisco; Pedra Negra da Extrema e Igarité/Santo Expedito, em Barra; e Lagoa do Jacaré, em Paratinga. A elaboração dos relatórios busca reunir os elementos necessários para avançar no reconhecimento oficial desses territórios.
Para as comunidades, os estudos representam uma oportunidade de reconhecimento histórico e de garantia de direitos. Cícero Soares, presidente da Associação Esperança, do território Saco Grande da Tixinha, destacou a importância da iniciativa para a valorização da história local.
Segundo Claudio Bonfim, chefe da Divisão Quilombola do Incra, a parceria com a UFBA viabiliza a elaboração dos relatórios técnicos. Com o início dos cinco novos estudos, a Bahia passa a contar com 17 RTIDs em andamento, enquanto outros três estudos de territórios quilombolas deverão começar em breve.


















