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Política

Levantamento aponta ligações de Flávio Bolsonaro com investigados por milícia

Um levantamento publicado pela revista Piauí reuniu episódios da trajetória política de Flávio Bolsonaro (PL), senador e candidato à Presidência da República, relacionados a homenagens a policiais que posteriormente foram investigados, se tornaram réus ou foram condenados por crimes. A reportagem também aborda contratações de familiares de um miliciano, a destinação de recursos públicos solicitados por um ex-assessor condenado e manifestações contrárias à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Milícias no Rio de Janeiro.

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Entre 2003 e 2018, período em que Flávio atuou como deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), ele concedeu moções de louvor e honrarias a pelo menos 23 policiais que posteriormente responderam à Justiça por diferentes crimes. Entre os homenageados está Adriano Magalhães da Nóbrega, apontado pelo Ministério Público como líder do Escritório do Crime e da milícia de Rio das Pedras. A mãe e a ex-esposa dele também ocuparam cargos comissionados no gabinete do então deputado.

A reportagem ainda aborda o caso de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio, apontado pelo Ministério Público como articulador do recolhimento de salários de servidores comissionados, prática conhecida como “rachadinha”. As defesas negaram irregularidades. Outro episódio envolve os irmãos Alan e Alex Rodrigues Oliveira, que atuaram na segurança pessoal do parlamentar e foram presos em 2018 sob acusação de integrar uma milícia na Baixada Fluminense.

Em 2023, Flávio destinou uma emenda parlamentar de R$ 200 mil a um projeto esportivo no bairro da Taquara, na zona oeste do Rio de Janeiro. Segundo a investigação da Polícia Federal, Robson Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe”, teria solicitado a liberação dos recursos. Ele foi condenado a nove anos de prisão por integrar a organização criminosa envolvida no planejamento do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes.

O levantamento também destaca discursos feitos por Flávio na Alerj em 2007 e 2008, nos quais ele se posicionou contra a instalação de uma CPI para investigar milícias e defendeu a atuação desses grupos em determinadas comunidades. A reportagem menciona ainda a condenação, em março de 2026, do ex-major Ronald Paulo Alves Pereira a 56 anos de prisão pelo planejamento do monitoramento e da execução de Marielle Franco e Anderson Gomes.

Em resposta aos questionamentos, a assessoria de Flávio afirmou que as homenagens se baseavam em relatórios operacionais e que ele desconhecia eventuais atividades criminosas dos policiais. Sobre a emenda parlamentar, declarou que os recursos seguiram critérios técnicos e foram executados regularmente. A campanha do senador também afirmou repudiar grupos paramilitares e crimes cometidos por agentes públicos.

As informações são da Revista Piauí.

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