Emmanuelle Daltro critica exclusão social no Carnaval de Salvador em desabafo nas redes

A enfermeira sanitária e auditora do SUS Emmanuelle Daltro usou o Instagram para refletir sobre a exclusão social no Carnaval de Salvador. Apaixonada pela festa, ela dividiu a folia entre os circuitos da capital, a rotina fitness e momentos com os filhos, mas aproveitou o alcance da rede para provocar um debate sobre desigualdade racial e econômica na maior festa de rua do país.
No texto publicado no seu perfil pessoal, Emmanuelle afirma que eventos de grande magnitude expõem hierarquias que, no cotidiano, passam despercebidas. Segundo ela, o Carnaval de Salvador, embora vendido como espaço democrático de celebração, revela de forma explícita as estruturas de desigualdade que marcam a cidade.
A profissional destaca o simbolismo da corda nos blocos. Para ela, o elemento vai além da organização e representa uma fronteira social clara entre quem pode pagar pela fantasia e quem sustenta a festa com trabalho e cultura, mas permanece do lado de fora. A divisão, diz, é física, econômica, racial e também simbólica.
Em outro trecho, Emmanuelle questiona o chamado movimento do famoso no chão, no qual celebridades buscam se aproximar do público. Na avaliação dela, a encenação de igualdade convive com novos mecanismos de distinção, inclusive com áreas ainda mais exclusivas dentro dos próprios espaços pagos.























