Pai contesta ação policial após morte de filho na Toquinha, em Cruz das Almas: “Tiraram uma família de casa e executaram meu filho”

O pai de um jovem morto durante uma operação policial na localidade da Toquinha, em Cruz das Almas, usou as redes sociais nesta sexta-feira (29) para contestar a ação da Polícia Militar e pedir esclarecimentos sobre o caso. A publicação repercutiu nas últimas horas e gerou manifestações de familiares e moradores da cidade.
No texto publicado, o homem afirma que o filho havia acabado de chegar do trabalho quando foi atingido durante a operação. Ele relata ainda que familiares teriam sido retirados da residência e acusa policiais de agressões e de tentarem simular um confronto armado.
“Eu não tenho palavras pra expressar a minha indignação com ação criminosa da polícia militar, onde executou covardemente meu filho aqui ao lado da minha casa, após o jovem ter chegado do seu trabalho”, disse o pai.
A família também nega envolvimento do jovem com a criminalidade. Em comentários na publicação, parentes afirmam que a vítima era trabalhadora e não possuía arma de fogo.
“Meu filho poderia estar no lugar errado, e na hora errada, mas nada justifica uma execução tão bárbara. Ele não pegou quem eles estava procurando, mas tratou de matar um inocente e depois incriminar com falsas provas. Meu filho não era traficante, não era criminoso e nunca se quer teve uma arma de fogo”, publicou.
Segundo informações divulgadas anteriormente, o homem, identificado pelo prenome Rodrigo, morreu após a operação realizada por equipes da Polícia Militar na Baixa da Toquinha. Ele chegou a ser socorrido para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cruz das Almas, mas não resistiu aos ferimentos.
A Polícia Militar informou que materiais apreendidos durante a ação foram apresentados na Delegacia Territorial de Cruz das Almas, onde o caso será investigado pelas autoridades competentes.
Na publicação, o pai também cobrou posicionamentos da Secretaria de Segurança Pública da Bahia, do governador Jerônimo Rodrigues e de representantes políticos sobre a ocorrência.
Até o momento, não foram divulgados novos detalhes oficiais sobre o andamento das investigações.






















