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Vorcaro cita ACM Neto e Rueda em delação e afirma que políticos recebiam 10% de aportes de previdências no Banco Master

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O banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em uma proposta de delação premiada, que o ex-prefeito de Salvador e candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), e o presidente nacional do partido, Antônio Rueda, teriam atuado para abrir portas para o Banco Master em institutos de previdência do Rio de Janeiro, Amapá e Amazonas, além da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae).

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Segundo o relato atribuído a Vorcaro, os dois receberiam 10% dos valores investidos no banco. A proposta afirma que o Master teria captado R$ 2 bilhões a partir dessas movimentações, o que representaria uma obrigação de R$ 200 milhões com os políticos. O documento, porém, não informa quanto teria sido efetivamente pago.

Ainda segundo Vorcaro, ACM Neto teria recebido valores em espécie e por meio de contratos de consultoria com a A&M Consultoria, a Reag e a B6 Capital. No caso de Rueda, os supostos repasses teriam ocorrido em espécie e por meio de contratos entre empresas do conglomerado Master e seu escritório de advocacia, que somariam cerca de R$ 3 milhões mensais.

O banqueiro também afirmou que os dois mantinham uma espécie de “conta corrente gerencial” de valores que teriam a receber junto ao banco.

ACM Neto nega acusações

ACM Neto negou as acusações e classificou as “insinuações” como “absurdas, completamente fantasiosas e mentirosas”. O político questionou a validade das informações por se tratar de uma proposta de delação que não foi aceita, assinada ou homologada.

Neto afirmou ainda que não exercia cargo público no período citado e que não teve qualquer atuação ilícita em benefício de terceiros. Segundo ele, os serviços de consultoria foram realizados por meio de contratos formais, com o devido recolhimento de impostos.

O candidato também declarou que está à disposição das autoridades desde março de 2026 para prestar esclarecimentos.

Rueda também nega irregularidades

Antônio Rueda afirmou ter “dificuldade em se pronunciar sobre documento ao qual não teve acesso”, mas negou qualquer irregularidade.

Segundo o presidente do União Brasil, os contratos firmados pelo escritório do qual foi sócio com instituições relacionadas ao caso são lícitos, possuem objetos legítimos e correspondem a serviços efetivamente prestados.

Rueda também afirmou que não exerce cargo público e classificou como “absolutamente fora de propósito” qualquer referência a pagamento de propina.

De acordo com ele, a relação entre o escritório e o banco decorreu de atividade profissional regular. Rueda citou a atuação em mais de 2 mil processos judiciais, além de mais de 20 mil protocolos, 400 audiências e cerca de 200 acordos.

As informações sobre a proposta de delação foram divulgadas pelo UOL, em reportagem assinada por Cezar Feitosa.

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