Valmir Assunção afirma que 13 de maio não deve ser tratado como data de celebração: “A abolição não veio com reparação”

Os 138 anos da abolição da escravatura no Brasil, completados nesta quarta-feira (13), foram marcados por críticas do deputado federal Valmir Assunção sobre a ausência de reparação histórica à população negra após a assinatura da Lei Áurea.
Segundo o parlamentar, embora a abolição tenha representado um marco histórico, o processo ocorreu sem garantir direitos básicos e inclusão social aos ex-escravizados.
“Por que o 13 de maio não deve ser celebrado? A abolição não veio com reparação. Após a escravidão, a população negra foi deixada sem acesso à terra, moradia, educação e direitos básicos. A história do povo negro também foi apagada. O protagonismo do povo negro, dos quilombos e das revoltas populares foi silenciado por décadas”, afirmou.
De acordo com Valmir Assunção, os impactos desse processo ainda refletem nas desigualdades sociais enfrentadas pela população negra no Brasil.
“A maioria da população em situação de pobreza no Brasil é negra. Pessoas negras ainda recebem menores salários, são maioria entre as vítimas da violência e seguem ocupando menos espaços de decisão e poder. Ou seja, o racismo continua estruturando desigualdades no país”, declarou.
O deputado também destacou sua atuação na Câmara dos Deputados em pautas relacionadas à igualdade racial, incluindo a defesa das cotas raciais, do Estatuto da Igualdade Racial e do reconhecimento do Dia da Consciência Negra como feriado nacional.
Além disso, o parlamentar citou apoio ao reconhecimento de Zumbi dos Palmares e Dandara dos Palmares como heróis do povo brasileiro.
“Enfrentar o racismo é defender a democracia e a dignidade. Nosso mandato segue ao lado dessa luta”, afirmou.
Letróloga em Língua Espanhola e redatora do JornalZero75. Natural de Alagoinhas e residente em Santo Antônio de Jesus há 8 anos.
















