Recôncavo

Suspeitos de matar casal lésbico em São Paulo são presos no Recôncavo Baiano

Dois homens investigados pelo assassinato de um casal de mulheres encontrado enterrado em uma área de mata no litoral de São Paulo foram presos nesta terça-feira (28), na zona rural de Cabaceiras do Paraguaçu, no Recôncavo Baiano. A operação foi realizada em conjunto pelas polícias civis da Bahia e de São Paulo.

Os suspeitos, identificados como Clayton Oliveira e Wilson Santos da Ressurreição, eram considerados foragidos desde o crime. Os mandados de prisão foram cumpridos por equipes do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), com apoio da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) de Feira de Santana.

As investigações são conduzidas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Praia Grande, que compartilhou informações com a Polícia Civil da Bahia para localizar os investigados.

As vítimas, Ieda Aparecida Simplicio, de 62 anos, e Fabiana de Fátima Nogueira, de 47, desapareceram no dia 9 de julho e foram encontradas mortas no dia 20, enterradas em uma área de mata. No mesmo local, os investigadores localizaram parte de um crânio humano, cuja identidade ainda está sendo apurada.

A motivação do crime não foi divulgada pelas autoridades.

Após a prisão, Clayton Oliveira e Wilson Santos da Ressurreição foram apresentados à autoridade policial e permanecem à disposição da Justiça.

Casal planejava oficializar a união

Familiares relataram que Ieda e Fabiana mantinham um relacionamento havia cerca de um ano e planejavam se casar.

“Já tinham até comprado as alianças… e isso acontece”, lamentou uma familiar em entrevista ao g1.

Segundo a família, o casal não possuía desavenças conhecidas e a principal expectativa é que os responsáveis sejam responsabilizados.

As investigações apontam que as duas desapareceram após deixarem um encontro com uma amiga e a irmã de Fabiana. Antes de sair, informaram apenas que iriam “resolver algumas coisas”.

Dois dias depois, o carro utilizado pelo casal foi encontrado abandonado e aberto nas proximidades do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Praia Grande. No interior do veículo estavam documentos, bolsas, chaves e o celular de uma das vítimas.

Os corpos foram localizados nove dias após o desaparecimento. Devido ao avançado estado de decomposição, a causa das mortes ainda depende dos exames periciais realizados pela Polícia Civil de São Paulo.

Botão Voltar ao topo