MPF arquiva pedido de investigação contra Jair Bolsonaro por supostos crimes na pandemia
O MPF arquiva pedido de investigação contra Jair Bolsonaro e familiares por supostos delitos relacionados ao período da pandemia de Covid-19. A decisão foi assinada pela procuradora da República Luciana Furtado de Moraes, do Núcleo Criminal da Procuradoria da República em Minas Gerais, e divulgada nesta semana.
A representação havia sido encaminhada à instituição por meio da Sala de Atendimento ao Cidadão do MPF. O documento reunia acusações como genocídio na pandemia, envolvimento com milícias, tráfico de drogas, corrupção, uso indevido da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), além de menções a “rachadinhas”, envenenamento de autoridades e atentados à ordem democrática.
Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, a procuradora avaliou que os elementos apresentados eram genéricos e não apresentavam provas mínimas capazes de sustentar as imputações.
Na decisão, Luciana Furtado de Moraes afirmou que o material consistia basicamente em relatos pessoais, opiniões, percepções políticas e links de vídeos e conteúdos divulgados na internet e na imprensa. De acordo com o despacho, não havia descrição objetiva de condutas criminosas nem indicação precisa de tempo, modo ou lugar dos fatos alegados.
O documento também destaca que os episódios mencionados já foram amplamente debatidos no âmbito público e analisados por diferentes instâncias institucionais, como o Supremo Tribunal Federal (STF), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Tribunal de Contas da União (TCU) e o próprio Ministério Público Federal.
Com o arquivamento, a representação não terá prosseguimento no âmbito do MPF, salvo se surgirem novos elementos que justifiquem reabertura da análise.
Letróloga em Língua Espanhola e redatora do JornalZero75. Natural de Alagoinhas e residente em Santo Antônio de Jesus há 8 anos.
















