Brasil

Mercado reduz projeção da inflação para 5,16% em 2026; expectativa para Selic permanece em 14%

Pela segunda semana consecutiva, o mercado financeiro reduziu a projeção para a inflação no Brasil em 2026. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central, a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 5,30% para 5,16%.

As projeções para os demais principais indicadores econômicos — Produto Interno Bruto (PIB), câmbio e taxa básica de juros (Selic) — permaneceram estáveis.

Para o PIB, que representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, o mercado projeta crescimento de 1,99% em 2026, pela segunda semana consecutiva. Para 2027 e 2028, as estimativas são de expansão de 1,65% e 2%, respectivamente.

Em relação ao câmbio, a expectativa é de que o dólar encerre 2026 cotado a R$ 5,20. Para 2027, a projeção é de R$ 5,28, enquanto para 2028 chega a R$ 5,34.

Selic deve terminar 2026 em 14%

A projeção para a taxa básica de juros permaneceu em 14% pela terceira semana consecutiva. Atualmente, a Selic está em 14,25%, patamar definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central em 17 de junho.

Com isso, o mercado espera pelo menos uma nova redução dos juros até o fim do ano. A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 4 e 5 de agosto.

Para 2027 e 2028, as projeções para a Selic permanecem em 12% e 10,5%, respectivamente.

Entre junho de 2025 e março de 2026, a taxa básica permaneceu em 15% ao ano, o maior nível desde julho de 2006, quando estava fixada em 15,25%. Entre setembro de 2024 e junho de 2025, a Selic foi elevada sete vezes.

Quando o Copom reduz a taxa básica de juros, a tendência é de barateamento do crédito, o que pode estimular o consumo, a produção e a atividade econômica. Por outro lado, juros mais baixos também podem dificultar o controle da inflação.

Já o aumento da Selic encarece o crédito e tende a desestimular o consumo, favorecendo aplicações financeiras como renda fixa. Esse movimento ajuda a conter a demanda e a inflação, mas pode dificultar o crescimento da economia.

Inflação perde força pelo quarto mês consecutivo

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os preços dos alimentos registraram em junho a primeira queda desde novembro de 2025, contribuindo para que a inflação oficial fechasse o mês em 0,16%.

O resultado mensal do IPCA foi o menor desde outubro de 2025 e marcou o quarto mês consecutivo de desaceleração da inflação. Em maio, o índice havia sido de 0,58%.

No acumulado de 12 meses, o IPCA chegou a 4,64%, ainda acima do limite superior da meta de inflação, de 4,5%, mas abaixo dos 4,72% registrados até maio.

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) fechou junho em 0,14% e acumula alta de 4,33% nos últimos 12 meses. O indicador é utilizado como referência para reajustes salariais de diversas categorias profissionais.

O INPC mede a variação dos preços para famílias com renda de um a cinco salários mínimos, enquanto o IPCA considera famílias com renda mensal de um a 40 salários mínimos.

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