Dólar cai a R$ 5,17 e Ibovespa sobe 1,37% no último pregão de setembro
O dólar comercial encerrou o pregão desta quarta-feira (30) em queda de 0,76%, cotado a R$ 5,174. No mesmo dia, o Ibovespa subiu 1,37%, aos 186.340,46 pontos. O mercado repercutiu principalmente os dados de inflação dos Estados Unidos, que vieram abaixo das expectativas, além do desempenho das ações de bancos e do fluxo de investidores estrangeiros.

Números do dia
- Dólar à vista: R$ 5,174 (-0,76%);
- Dólar em setembro: -0,15%;
- Dólar em 2026: -5,75%;
- Ibovespa: 186.340,46 pontos (+1,37%);
- Ibovespa em setembro: +5,03%;
- Ibovespa no terceiro trimestre: +8,32%;
- Ibovespa em 2026: +15,65%;
- Petróleo Brent para dezembro: US$ 98,03 (+1,94%);
- Petróleo WTI para novembro: US$ 90,42 (+1,16%).
Dólar recua
O dólar à vista encerrou a sessão com queda de 0,76%, a R$ 5,1735, segundo dados do mercado. Durante o pregão, a moeda chegou a operar a R$ 5,164, na mínima do dia. Em setembro, a divisa acumulou recuo de 0,15% e, no ano, registra queda de 5,75%.
O comportamento do câmbio foi influenciado principalmente pelos indicadores de inflação dos Estados Unidos. Os dados divulgados nesta quarta-feira mostraram uma alta do PCE, índice de preços de gastos com consumo, de 0,3% em agosto, abaixo da expectativa de 0,4%.
O núcleo do PCE, que exclui alimentos e energia, avançou 0,2% no mês, também abaixo da projeção de 0,3%. Em 12 meses, o indicador acumula alta de 3%. Os números contribuíram para reduzir as expectativas de uma nova elevação dos juros americanos em outubro.
Bolsa sobe e fecha setembro com alta de 5,03%
O Ibovespa avançou 1,37% nesta quarta-feira e terminou o pregão aos 186.340,46 pontos. O índice chegou à máxima de 187.834,97 pontos e à mínima de 183.879,71 pontos durante a sessão.
Com o resultado, a Bolsa acumulou valorização de 5,03% em setembro. No terceiro trimestre, a alta chegou a 8,32%, enquanto o avanço acumulado em 2026 alcançou 15,65%.
A alta do dia foi sustentada principalmente pelo desempenho das ações de bancos e de empresas ligadas à atividade doméstica. O ambiente externo também contribuiu para o movimento positivo, após os dados de inflação dos Estados Unidos ficarem abaixo das projeções do mercado.
O fluxo de capital estrangeiro também ajudou a sustentar o desempenho da Bolsa ao longo do mês. Segundo dados da B3, até 28 de setembro, o mercado acionário brasileiro registrava entrada líquida de R$ 9,569 bilhões de investidores estrangeiros. No acumulado do ano, o saldo positivo se aproximava de R$ 29 bilhões.
Petróleo sobe com tensão no Oriente Médio
Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta quarta-feira, em meio à permanência das tensões no Oriente Médio e a relatos de ataques no Estreito de Ormuz.
O Brent para dezembro, contrato mais ativo negociado na ICE, em Londres, subiu 1,94%, equivalente a US$ 1,87, e encerrou o dia a US$ 98,03 por barril. Já o WTI para novembro, negociado na Nymex, avançou 1,16%, ou US$ 1,04, para US$ 90,42 por barril.
No acumulado de setembro, o Brent avançou cerca de 7%, enquanto o WTI registrou alta próxima de 6%, de acordo com os dados de fechamento dos contratos.
Os investidores também acompanharam as condições do mercado de combustíveis. Nos Estados Unidos, os estoques de petróleo aumentaram na semana passada, enquanto os estoques de gasolina e derivados registraram queda. O mercado também monitora possíveis restrições às exportações de diesel pelos Estados Unidos e a extensão da proibição de exportação do combustível pela Rússia até o fim de outubro.
No Estreito de Ormuz, o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido informou que um navio-tanque foi atingido por um projétil de origem desconhecida. O episódio está sob investigação.
Apesar das tensões na região, as exportações de petróleo do Oriente Médio apresentaram recuperação, com grandes produtores utilizando rotas alternativas ao Estreito de Ormuz para manter o fornecimento.
Letróloga em Língua Espanhola e redatora do JornalZero75. Natural de Alagoinhas e residente em Santo Antônio de Jesus há 8 anos.
















