Brasil

Desemprego cai para 5,3% no Brasil e atinge menor nível da série histórica para julho

A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma redução de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em abril, quando o índice estava em 5,8%.

Na comparação com o período de maio a julho de 2025, quando a taxa era de 5,6%, houve queda de 0,3 ponto percentual. O resultado atual é o menor já registrado para um trimestre encerrado em julho desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), em 2012.

A população desocupada foi estimada em 5,8 milhões de pessoas. O número representa uma queda de 8% em relação ao trimestre de fevereiro a abril, quando havia 6,3 milhões de desempregados. Na comparação anual, a redução foi de 4,9%, com 299 mil pessoas a menos nessa condição.

Já a população ocupada chegou a 103,3 milhões de pessoas, o maior contingente registrado pela série histórica. O número cresceu 1% no trimestre, com acréscimo de mais de 1 milhão de trabalhadores, e 0,9% no período de um ano, com 899 mil pessoas a mais.

O nível de ocupação ficou em 58,9%, acima dos 58,4% registrados no trimestre anterior, uma alta de 0,5 ponto percentual.

Subutilização da força de trabalho também recua

A taxa composta de subutilização ficou em 13%, uma redução de 0,8 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, quando estava em 13,8%. No intervalo de um ano, a queda foi de 1,1 ponto percentual.

A população subutilizada foi estimada em 14,9 milhões de pessoas. O contingente caiu 5,2% no trimestre, o equivalente a 819 mil pessoas, e recuou 7,7% em um ano, com redução de aproximadamente 1,2 milhão.

Número de trabalhadores com carteira assinada bate recorde

O número de empregados do setor privado com carteira assinada, excluindo trabalhadores domésticos, chegou a 39,4 milhões. Esse foi o maior contingente registrado pela Pnad Contínua.

No trimestre, o resultado apresentou estabilidade, com variação de 0,4%. Na comparação anual, houve crescimento de 0,8%.

Entre os trabalhadores do setor privado sem carteira assinada, o contingente chegou a 13,8 milhões. O número cresceu 3,6% no trimestre, com 477 mil pessoas a mais, e ficou estável na comparação anual, com alta de 2,1%, equivalente a 283 mil trabalhadores.

Somados os empregados com e sem carteira, o setor privado alcançou 53,2 milhões de trabalhadores, também o maior número da série histórica.

O contingente de trabalhadores por conta própria ficou em 26,1 milhões e apresentou estabilidade tanto no trimestre, com variação de 0,3%, quanto no ano, com alta de 0,6%.

Já o número de trabalhadores domésticos foi estimado em 5,4 milhões. O resultado permaneceu estável no trimestre, com variação negativa de 0,4%, correspondente a 23 mil pessoas a menos, e caiu 4,2% em um ano, com redução de 236 mil trabalhadores.

Informalidade atinge 37,5% dos ocupados

A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada. Isso corresponde a aproximadamente 38,8 milhões de trabalhadores informais.

No trimestre encerrado em abril, a taxa era de 37,2%, equivalente a 38,1 milhões de pessoas. Já no mesmo período de 2025, o índice estava em 37,8%, também com cerca de 38,8 milhões de trabalhadores informais.

Renda do trabalhador cresce no ano

O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.762. O valor permaneceu estável no trimestre, com variação de -0,7%, e apresentou crescimento de 3,3% na comparação anual.

A massa de rendimento real habitual chegou a R$ 383,5 bilhões, maior valor da série histórica. O resultado ficou praticamente estável no trimestre, com alta de 0,2%, equivalente a R$ 904 milhões, e cresceu 4,1% em um ano, com aumento de R$ 15,1 bilhões.

Força de trabalho também alcança recorde

A força de trabalho, formada pelas pessoas ocupadas e desocupadas, foi estimada em 109,2 milhões de pessoas no trimestre encerrado em julho.

O contingente é o maior já registrado pela Pnad Contínua e representa crescimento de 0,5% em relação ao trimestre anterior, com 499 mil pessoas a mais. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve aumento de 0,6%, equivalente a 600 mil pessoas.

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