Reflexão Por: Ygor Coelho

Reflexão Por: Ygor Coelho

Uma história exemplar:GERALDO ALMEIDA SOUZA

Por: Ygor da Silva Coelho

É fácil reconhecer o sucesso do agronegócio baiano e brasileiro, constantemente na mídia e telejornais. O que nem sempre se reconhece é que, por trás desse sucesso, está o dedicado extensionista, aquele profissional que, de posse do conhecimento técnico, leva até o agricultor e transforma realidades.

Falar de extensionista rural em outubro, mês que dedica dias ao agrônomo (12) e à alimentação (16) me vem à mente o nome do Engenheiro Agrônomo Geraldo Almeida Souza.

Geraldo Almeida é uma história de desafios e sucessos. Uma vida de ensinamentos para todos nós. Natural de Cruz das Almas, de origem simples, quando estudante na Escola de Agronomia da UFBA foi aprovado em concurso para o Banco do Brasil, um emprego dos mais prestigiados e de alta remuneração na época.

Ingressou no BB, mas ao graduar-se deixou o banco, optando por trabalhar na extensão rural, com um salário muito menor, muitas incertezas financeiras, mas a convicção de que fora do banco seria mais útil ao homem do campo. Ali iniciava sua carreira de sucesso.

Prova disso é o depoimento de gratidão a Geraldo Almeida de um empresário de Inhambupe-BA, que voltou no tempo para lembrar quando era um pequeno agricultor, na década de 1980. Desanimado com as culturas de subsistência pediu orientação ao técnico Geraldo para dinamizar o seu sítio. Vivia na subsistência, plantando e colhendo apenas o suficiente para comer. Geraldo o fez identificar outras alternativas mais rentáveis. O agricultor optou pelo plantio de frutas tropicais, passou a abastecer o mercado local, tempos depois já comercializava para a indústria e grandes centros.

Histórias assim se repetiram na vida de Geraldo, o que permite defini-lo como um TRANSFORMADOR DE VIDAS.

A busca por produção vai além de um simples negócio para Geraldo, porque a agricultura para ele é paixão.

Conservação do solo, sustentabilidade, diversificação de cultivos, irrigação, fertirrigação, tudo o que pauta uma agricultura moderna Geraldo buscava implantar entre os agricultores dos diversos níveis, fossem unidades familiares ou empresariais. Para ser um extensionista de sucesso é preciso dominar todas essas áreas.

Com o nome reconhecido, tornou-se Chefe Regional na Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola, Consultor, Conselheiro, Membro da Câmara da Citricultura Brasileira, Vice-prefeito e Secretário de Agricultura de Alagoinhas, um dos mais importantes municípios da Bahia.

É por causa de homens assim que, em se tratando de fruticultura, a Bahia lidera nacionalmente a produção de mamão, manga, coco e maracujá. E se destaca na produção de laranja e banana.
É por obra de técnicos desse quilate que o Brasil lidera o ranking internacional na produção de vários itens, incluindo citros e outras frutas e é o terceiro maior produtor de alimentos do mundo, atrás apenas da China e da Índia.

Muitas profissionais são nobres pelo que realizam. Tenho orgulho daqueles como Geraldo Almeida Souza que instruíram o homem do campo a produzir e alimentar as cidades, o nosso estado e o planeta!

Que surjam outros, muitos Geraldos, para ensinar a produzir bons alimentos e a terra responderá com generosidade e fartura para todos.

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Reflexão Por: Ygor Coelho

Um cidadão otimista…

Por: Ygor da Silva Coelho

Sabe a pessoa que você encontra, conversa dez minutos, e se sente melhor, esperançoso e acreditando no futuro? É aquela que tem tendência ao otimismo, observa sempre o copo meio cheio e nunca meio vazio

Sou feliz por ter amigos assim e, dentre eles, incluo SIZERNANDO LUIZ OLIVEIRA.

Em qualquer momento de dificuldade, Sizernando é do tipo que sempre vê o lado positivo. Conforta, revigora a alma e faz o interlocutor se sentir bem.

Sizernando foi Chefe Geral da Embrapa em Cruz das Almas, foi presidente da EBDA (Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola) e consultor internacional. É um homem de muitos projetos e sempre os realiza.

Ontem eu encontrei Sizernando, recém chegado de Madri, Espanha. Falou-me do plano futuro: Morar na sua cidade, Capela do Alto Alegre-BA, vender a moto estradeira, comprar uma charrete e levar uma vida bucólica.

Eu, hein? Acho que Sizernando andou ouvindo muito Elis Regina: “Eu quero uma casa no campo, onde eu possa ficar no tamanho da paz. E tenha somente a certeza dos limites do corpo e nada mais…”.

Se eu não conhecesse Sizernando, diria que ele não mudaria para Capela. Mas ele vai e eu, que sou muito urbano, me impressiono com a sua decisão.

É característica do capelense amar Capela do Alto Alegre. Talvez porque já nasce por influência de três palavras mágicas e de muito significado: capela, alto e alegre.

Sizernando fala de Capela com mais entusiasmo do que de Madri, de onde ele acabou de chegar. É fato conhecido que Capela tem uma população pequena, participativa e culturalmente elevada.

Mas, com toda admiração ao lugar, ao bucolismo, à sua gente, às tradições e a Elis, confesso, minha praia é a praia, o litoral. Fico convicto que Sizernando cumprirá a decisão ao lembrar que ele morava em Villas do Atlântico, na época o condomínio mais admirado da Bahia, antes dos atuais Alphavilles.

  • Vou vender isso, muito chique para o meu gosto! Muita gente “fresca”!
  • Vende nada! Morar em Villas é um sonho!

Ocorre que, certa feita apareceu em Villas uma estrela da música brasileira, premiado compositor de clássicos, que se tornou amigo de Sizernando. Passado um tempo, perguntei-lhe sobre Villas do Atlântico.

  • Vendi a casa para Guilherme Arantes! Meu sonho é Capela! Lá será o “Meu mundo e nada mais”, como canta Guilherme!

Na Espanha, Sizernando conheceu a Catedral de Compostela, mas não esquece Capela!

Michelangelo pintou a Capela Sistina, Franco Velasco pintou a Igreja do Bonfim. Sizernando pinta a pequenina cidade de Capela do Alto Alegre com cores vivas e otimistas. Assim como pinta nossas vidas quando o encontramos!

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Reflexão Por: Ygor Coelho

Cruz das Almas e a minha história…

Ygor da Silva Coelho

Na escada da Prefeitura Municipal sentei e chorei. Com apenas 15 anos de idade, era o meu primeiro domingo em Cruz das Almas-BA, seis dias após chegar de Itabuna.

O único convite que ouvi naquele dia foi o sino da igreja, alertando para o horário da missa. Depois do ato religioso, na praça principal vazia de gente, começou uma chuva fina. Águas de março! Vi a escada da prefeitura com degraus de mármore branco, hoje granito avermelhado, sentei para me proteger da chuva.

Domingo de chuva numa cidade estranha e eu ali sem os meus pais, sem amigos, sem a praia de Ilhéus, sem o Grapiúna Tênis Clube, sem os cines Itabuna e Santa Clara…

E eu me perguntava: – Quem inventou que o ensino nessa pequena cidade é melhor do que em Ilhéus ou Itabuna e me fez sair de casa?

Chuva fina não costuma passar rápido e o cinema de Cruz das Almas não tinha matinal aos domingos. Eu assistiria até outra missa para não me ver sozinho, mas a igreja só voltava abrir as portas às 17 horas.

Foi um domingo cruel! Será que por isso amo os sábados, nunca os domingos? Era apenas o começo de uma longa jornada: fazer o curso científico no CEAT, o vestibular e a faculdade. Contava os dias para voltar para Ilhéus ou Itabuna e trabalhar com cacau!

Aos poucos, conheci estudantes com histórias iguais às minhas e foram surgindo ombros amigos. Famílias tradicionais da cidade reconheceram meus olhos tristes. Não mais sentei na escadaria da Prefeitura para chorar. Passei a frequentar as casas das famílias Gastão Alves, Fonseca Reis, Mathias Lordelo, Cândido Oliveira, Luiz Vargas…

O carinho me fez esquecer a praia e o meu clube Grapiúna. E, ressalte-se, era preciso uma dose muito alta de carinho para fazer esquecer o Grapiúna!

Hoje, tantas décadas depois, num domingo igualmente nublado, passando em frente à Prefeitura olhei a escadaria, lembrei do passado e sentei. Foi ali que o garoto chorou!

E Itabuna? Ilhéus? O cacau? E a saudade que me fez chorar? Ficaram na minha história. A felicidade que buscamos pode se encontrar na jornada. Cruz das Almas se tornou minha terra! Aprendi a amá-la! Devo-lhe muito!

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Reflexão Por: Ygor Coelho

Em um fim de semana marcado pela violência, Salvador contabiliza 24 pessoas baleadas e 12 mortes em três dias

Em um fim de semana marcado por violência, Salvador testemunhou 24 casos de pessoas atingidas por disparos, resultando em 12 óbitos entre sexta-feira (18) e domingo (20). A maioria dessas ocorrências teve lugar nos bairros suburbanos da capital baiana. 

Durante esse período, reportagens realizadas pelo g1 Bahia destacam ocorrências, incluindo duas crianças alvejadas em ataques a tiros em dois bairros periféricos da cidade e a fatalidade de quatro indivíduos que faleceram em confrontos com policiais militares na área da Pituba.

Devido aos incidentes a tiros nos bairros suburbanos, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) reforçou a presença policial nas regiões de Paripe, Periperi e Alto de Coutos. Adicionalmente, foram relatados casos de um adolescente de 17 anos agredido por membros de uma torcida organizada do Bahia, em Sussuarana, bem como um policial militar ferido por estilhaços após um confronto com indivíduos armados na área conhecida como Penacho Verde, no bairro de Valéria.

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Homenagem a NILZA PASSOS BALEEIRO

Por: Ygor da Silva Coelho 

A sociedade cruzalmense recebeu no dia 8 de agosto a triste notícia do falecimento de NILZA PASSOS BALEEIRO.

Era esposa do saudoso Archimar Baleeiro, Diretor do Instituto IPEAL e Embrapa, filha do Dr. Luís Eloy Passos, empresário e ex-prefeito de Cruz das Almas em diversos mandatos, com obras marcantes na cidade, como o Hospital Nossa Senhora do Bonsucesso, Colégio Comendador Themístocles, entre outras.

Possuidora de equilíbrio, elegância e sensatez, Dona Nilza é o tipo de cidadã que fará falta à sociedade.

Amiga inspiradora, repassava nobres sentimentos de solidariedade, gratidão e amor. Tudo o que a sociedade mais precisa hoje. Por conta disso, carrego a certeza de que se no mundo houvesse mais Nilzas Baleeiro a vida seria bem melhor de se viver.

Enquanto escrevo essas palavras penso nos muitos colegas, amigos e cruzalmenses que a admiram e, se pudessem, estariam assinando comigo esse texto em sua homenagem.

Um exemplo de sua bondade foi ao descobrir que eu gosto de ler biografias, com frequência me presenteava com belos livros: As histórias de Michelle Obama, Jô Soares, Fernanda Montenegro, Paes Mendonça,  João Falcão…

Agora se fará um silêncio, mas guardaremos a sua palavra equilibrada. Assim, ela vai continuar nos servindo de guia, em possíveis deslizes da vida, como nas oportunidades em que,  sabendo de qualquer dificuldade, não faltava a com a sua presença, transmitindo apoio e reflexões.

É grande a falta que fará nas amizades que sabia conservar em Cruz das Almas, em Aracaju, Salvador, em todos lugares onde passava.

Na Cruz das Almas que ela amava não mais a veremos caminhar pelas ruas, mas o coração estará lembrando da mulher forte, simples e generosa.

Dona Nilza, orgulho da família Passos, foi uma cidadã que aprendi a admirar por mostrar que vale a pena cultivar amigos e fazer o bem. Foi assim na sua vida, marcou quem estava à sua volta, ricos e pobres, deu exemplos ao mundo com a sua presença e partiu. 

Sinto uma imensa gratidão por ter conhecido esse ser humano incrível, que deixou lições inspiradoras. Apesar da ausência, o seu exemplo permanecerá

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