Por: Ygor da Silva Coelho
Seria apenas uma caminhada matinal, como recomendam os programas de saúde, em uma estrada da zona rural, sem movimento, preenchida apenas pelo verde e o som da natureza.
Mas o impossível de imaginar acontece, um carro surgiu na curva, atropelou e ceifou a vida de duas amigas: Lúcia Meissner e Tereza Maimone.
Não se trata de uma BR, não é uma Avenida Brasil, uma Dutra ou uma Rio-Bahia, apenas uma simples estrada rural, de terra, ligando povoados, em Brejões-BA.
Elas tinham ido com suas famílias passar o feriado prolongado na paz do sítio, longe de aglomerações e o destino lhe reservou uma surpresa impensável.
Lúcia, funcionária aposentada do INSS, esposa do caro colega da Embrapa, Paulo Meissner.
Tereza, esposa do ex-gerente do Banco do Brasil, em Cruz das Almas, Fernando Motta.
No momento, procuro explicações, tento compreender o incompreensível e decifrar a complexidade da vida. As amigas praticavam um hábito saudável para prolongar a vida. Não voltaram vivas.
Deus deve ter as razões para tirar da nossa convivência pessoas tão distintas, tão queridas e admiradas. Chocou a sociedade cruzalmense, deixou-nos atônitos.
É de se imaginar que, por serem tão especiais, o Senhor quis tê-las ao lado. Esse mundo cruel e em guerra não é um paraíso, elas merecem o melhor: Paz, serenidade e a oportunidade de lá do alto zelar pelos parentes que estão na terra.
Pensar no ocorrido me faz considerá-las MÁRTIRES. O destino as sacrificou para nos fazer ver o que dizia Guimarães Rosa: “Viver é perigoso… Viver é uma travessia perigosa.”
Sacrificaram-se para nos passar esse recado:
- “Cuidem-se! Cuidado! Em todo lugar, em todas as horas.” Até numa bucólica manhã, de paisagem campestre, na harmonia da natureza, onde apenas se ouve o canto dos pássaros… Foi assim, do nada, que surgiu um carro.
Lúcia, que tão gentilmente me atendia no INSS, o meu muito obrigado! Tereza, minha vizinha na Rua Leonel Ribas, em Cruz das Almas-BA, sempre radiante e atenciosa, meu pesar. Inesquecíveis! O mundo ficou mais triste sem vocês.
Um abraço fraterno aos familiares.
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