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Padrinho político de Débora Régis, deputado Pedro Tavares prevê resgate da autoestima do povo de Lauro de Freitas com nova gestão

O deputado estadual Pedro Tavares, padrinho político da prefeita eleita Débora Régis, classificou o dia 1 de janeiro de 2025, dia inicial da gestão, como um marco histórico na cidade de Lauro de Freitas.

“Sentimento de muita alegria, realizado. Desde o início a gente acreditou nesse projeto de Débora Regis como prefeita e eu tenho certeza absoluta que hoje é um marco histórico na cidade. O dia que essa cidade começa a ter a possibilidade de ser reconstruída, de ter devolvido a sua autoestima”, destaca Tavares.

“Essa cidade tem sofrido muito por conta de uma péssima gestão que estava aí até ontem. Que não oferecia serviços públicos de qualidade à população. Onde a cidade sofria muito, a população sofria muito, a cidade muito mal cuidada, uma cidade importante, e hoje eu tenho certeza que essa história vai ser mudada”, ressalta o parlamentar do União Brasil.

“Essa cidade terá um futuro melhor. Uma prefeita séria, compromissada, que vai, sim, oferecer toda a sua juventude, dedicação, competência, todo o seu amor para a cidade, para transformar para melhor a vida da população de Lauro de Freitas”, assegura Tavares.

O deputado estadual aponta que o começo da gestão será difícil, por força do estado das contas públicas que a gestora irá receber. Ele ressalta que seu mandato seguirá dando todo suporte ao município.

“Eu sei que o começo não será fácil, por tudo que ela relatou aí, da forma que ela vai encontrar a prefeitura, com sérias dificuldades administrativas, financeiras, mas eu não tenho dúvida que com vontade, com amor, com dedicação, com compromisso, ela vai colocar a casa em ordem e vai fazer de Lauro de Freitas uma cidade melhor”, aponta o político.

“Contará sempre com o nosso mandato, com a nossa parceria, com a nossa vontade, disposição para ajudar não só a Débora, mas ajudar a nossa cidade de Lauro de Freitas. Eu estou muito feliz de ver que a população acreditou em Débora e hoje isso se transforma em realidade. Aquele sonho se transforma em realidade e agora, além da realidade, é responsabilidade de você honrar a confiança da população de Lauro de Freitas”, arremata Pedro Tavares.

Fonte: OffNews

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Comentários de André Eloy Cruz das Almas Política

ARTIGO: A votação das contas de Orlandinho

O episódio envolvendo a votação das contas dos exercícios financeiros da Prefeitura de Cruz das Almas evidencia o casuísmo que permeia o julgamento de contas de prefeitos pelas Câmaras Municipais, além de revelar um cenário de descompasso entre aspectos técnicos e políticos.

A Constituição Federal estabelece que as contas políticas devem ser julgadas pelo Congresso Nacional, enquanto as contas técnicas são responsabilidade do Tribunal de Contas da União. Por simetria, a mesma lógica foi aplicada a estados e municípios, criando um sistema híbrido para análise das contas públicas.

No entanto, em 2016, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o parecer técnico emitido pelos tribunais de contas tem caráter opinativo, cabendo às Câmaras Municipais o julgamento final das contas anuais dos prefeitos. Em 2019, essa interpretação foi reafirmada, consolidando a autonomia política das Câmaras sobre as decisões técnicas.

Essa mudança ampliou o componente político nos julgamentos, deixando prefeitos e ex-prefeitos sujeitos às circunstâncias do momento. Na prática, a rejeição de um parecer técnico pelo legislativo local exige o apoio de dois terços dos vereadores — um número que, em muitas cidades, não é difícil de alcançar, considerando a proximidade entre prefeitos e parlamentares.

O impacto da conjuntura política

Essa dinâmica permite que prefeitos que não tenham cometido irregularidades graves tenham suas contas rejeitadas por razões políticas. Por outro lado, é possível que contas tecnicamente irregulares sejam aprovadas devido a alianças no legislativo.

Nos últimos anos, têm sido cada vez mais comuns decisões das Câmaras Municipais que contrariam pareceres técnicos, seja aprovando contas com irregularidades, seja rejeitando-as por motivações políticas. Essa prática reforça um cenário de incertezas e desconfiança em relação à gestão pública.

No caso das contas do ex-prefeito Orlandinho, a rejeição não afetou sua elegibilidade. O parecer técnico do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia não identificou atos que configurassem prejuízo ao erário ou enriquecimento ilícito, fatores que poderiam tornar o ex-gestor inelegível.

Ainda assim, há um agravante: em algumas cidades, as Câmaras sequer apreciam as contas dos gestores, o que mantém os políticos elegíveis, mesmo em casos de rejeição técnica. A Justiça Eleitoral entende que, sem um julgamento formal pela Câmara, não há uma decisão definitiva.

Relações familiares e contradições

Outro aspecto relevante nesse contexto é a postura de atores políticos com vínculos familiares e históricos que influenciam as decisões. Um exemplo é o vereador Ximba, cujo irmão, Renero, ocupou o cargo de secretário de Administração durante o governo Orlandinho (2017-2020). Beneficiado por esse vínculo, Ximba conquistou seu primeiro mandato em 2020 e, desde então, tem se aliado ao atual governo municipal, contradizendo suas posições políticas anteriores.

Já o presidente da Câmara, Thiago Chagas, adotou uma postura controversa durante o julgamento. Em declaração pública, afirmou: “Infelizmente ou felizmente eu não tenho que opinar…”, referindo-se ao fato de que só votaria em caso de empate. Contudo, o histórico familiar do presidente não passou despercebido. Seu pai, Mário Araújo, foi ordenador de despesas da Secretaria de Educação no período em análise, sendo responsável por contratações que contribuíram para o aumento da folha de pagamento e para a extrapolação do limite de despesas com pessoal, um dos fatores determinantes para a rejeição das contas.

A comparação de Thiago Chagas à figura histórica de Pôncio Pilatos, que “lavou as mãos” diante de uma decisão controversa, ilustra bem o sentimento de indignação de muitos observadores diante da omissão do presidente.

A reação do ex-prefeito

Além dos embates na Câmara, chama atenção a postura de aliados e adversários do ex-prefeito Orlandinho, especialmente os Irmãos Ribeiros, que, mesmo após uma vitória eleitoral expressiva, continuam atacando ferozmente o grupo político adversário.

Em contato com o JornalZero75, Orlandinho reafirmou sua posição política: “Independentemente de ser ou não candidato, não vou me despedir da política. Continuarei militando no PT e colaborando com o grupo político de oposição.”

Reflexões finais

O caso das contas de Orlandinho expõe, mais uma vez, os desafios do modelo híbrido de julgamento de contas no Brasil. Entre interesses políticos e pareceres técnicos, a democracia municipal é constantemente colocada à prova, revelando a urgência de uma discussão mais ampla sobre os critérios e os limites dessa dinâmica.

Com tantas nuances e interesses em jogo, o episódio em Cruz das Almas não é apenas um caso isolado, mas um reflexo de como a política local pode interferir diretamente na percepção de justiça e transparência na administração pública.

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Deputado Dal Barreto vota contra cortes no BPC

O Projeto de Lei Nº 4614 de 2024, que faz parte do pacote de ajuste fiscal do governo federal, gerou polêmica ao propor restrições ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) e limitar o acesso ao benefício para pessoas com deficiência em grau leve, incluindo portadores de autismo e síndrome de Down. Apesar da aprovação do texto no Congresso Nacional, a proposta recebeu críticas pela exclusão de direitos de grupos vulneráveis.

A votação no Senado ocorreu na sexta-feira (20/12) e contou com 42 votos favoráveis, incluindo os dos senadores baianos Jaques Wagner (PT), Otto Alencar (PSD) e Ângelo Coronel (PSD). Já na Câmara dos Deputados, a medida foi aprovada na quinta-feira (19/12), com amplo apoio da base aliada do governo Lula.

Entre os deputados baianos, apenas seis parlamentares se posicionaram contrariamente ao texto, entre eles o deputado Dal Barreto (União). Além dele, Alex Santana (Republicanos), Capitão Alden (PL), Leur Lomanto Jr. (União), Paulo Azi (União) e Roberta Roma (PL) também votaram contra o projeto.

O BPC garante um salário mínimo mensal a idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência que não tenham condições de se sustentar ou serem sustentadas por suas famílias. A proposta aprovada pela Câmara previa a exclusão do benefício para pessoas com deficiência leve, o que foi amplamente criticado por especialistas e entidades de defesa de direitos humanos. Essa mudança afetaria, por exemplo, autistas de suporte nível 1, pessoas com síndrome de Down em grau leve e outros grupos com problemas de saúde mental classificados como leves.

Diante da repercussão negativa, o governo federal comprometeu-se a vetar o trecho que restringe o benefício para pessoas com deficiência leve. Outro ponto aprovado no projeto foi a obrigatoriedade do cadastro biométrico para manter benefícios previdenciários, incluindo o BPC, aposentadoria e pensões. Contudo, exceções foram estabelecidas para beneficiários em localidades de difícil acesso ou com condições que dificultem o deslocamento, como idade avançada e problemas de saúde.

Entre os deputados baianos que votaram favoravelmente ao corte de gastos estão nomes como Alice Portugal (PCdoB), Lídice da Mata (PSB) e Jorge Solla (PT), alinhados ao governo. Por outro lado, Dal Barreto e os demais opositores argumentaram que a medida representa um retrocesso nos direitos das populações mais vulneráveis.

A ausência de quatro deputados baianos também chamou atenção: Elmar Nascimento (União), José Rocha (União), Otto Alencar Filho (PSD) e Pastor Isidório (Avante) não participaram da votação.

Com o compromisso do governo de vetar a exclusão de beneficiários com deficiência leve, a expectativa agora é que o projeto retorne para análise após sanção presidencial. Apesar disso, o debate sobre o impacto das mudanças continua a dividir opiniões entre parlamentares e especialistas.

Essa votação reforça a importância do acompanhamento atento da população às decisões do Congresso Nacional, sobretudo em temas que afetam diretamente os direitos sociais de milhões de brasileiros.

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Reeleito, Genival Deolino reafirma apoio a ACM Neto para 2026 e faz aceno a Wilson Cardoso nas eleições da UPB

O prefeito reeleito de Santo Antônio de Jesus pelo PSDB, Genival Deolino reafirmou, nesta terça-feira (17), seu apoio a uma possível candidatura do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), ao governo da Bahia em 2026. Na oportunidade, Genival — que obteve 64,23% dos votos válidos, o equivalente a 38.158 votos — também fez um aceno ao Prefeito de Andaraí, Wilson Cardoso (PSB), um dos candidatos à presidência da União dos Municípios da Bahia (UPB).

Sobre a disputa na UPB, Genival Deolino reafirma apoio a ACM Neto para 2026 e faz aceno a Wilson Cardoso nas eleições da UPBolino destacou a importância de uma chapa de consenso e da união entre os prefeitos do estado. O prefeito destacou que mantém conversas com Wilson Cardoso e destacou um possível apoio.

“É um ótimo candidato, já mostrou que fez um excelente trabalho no passado e provavelmente estaremos com ele.Estou vendo a maioria dos prefeitos com essa união, e se pudermos ter uma chapa de consenso, seria o melhor. Mas tenho certeza de que aquele que vencer vai trabalhar em prol de todos os municípios de forma igualitária”, destacou Genival em entrevista após ato da UPB na última terça-feira (17).

Quando o assunto foi em 2026, Deolino reafirmou seu apoio a ACM Neto para a disputa ao governo da Bahia. Ele reconheceu o papel de Neto em suas campanhas e enfatizou que a relação de parceria será mantida. Ele admitiu sondagens de articuladores do governo do Estado para ele ingressar no grupo.

“ACM Neto nos apoiou na primeira campanha, fomos vencedores lá, e nesta campanha ele também esteve conosco. O nosso apoio continua. Sou muito conservador nesse aspecto e acho importante manter a coerência”, declarou.

Apesar da política de privacidade com Neto, o prefeito apontou que mantém um bom relacionamento com o atual governo estadual e está comprometido em buscar melhorias para a cidade do Recôncavo baiano.

“O governo é para todos. Tanto o governo do estado quanto o municipal precisam trabalhar pelo povo, e nós continuaremos atendendo às demandas da nossa cidade. Afinal, essas parcerias são fundamentais para atender às necessidades da população”, ressaltou.

Fonte: OffNews

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Nikolas Ferreira afirma que prisão de Bolsonaro “pararia o Brasil” em discurso na Câmara

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) afirmou, no plenário da Câmara dos Deputados, que uma eventual prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) poderia “parar o Brasil”. A declaração foi feita poucos dias após a Polícia Federal (PF) concluir o inquérito sobre a tentativa de golpe de Estado, que resultou no indiciamento do ex-mandatário e de outras 30 pessoas.

“Vocês querem a prisão de Bolsonaro. Prendam Bolsonaro e vejam o Brasil parar”, declarou Nikolas Ferreira durante a sessão, em tom de crítica ao avanço das investigações contra o ex-presidente e seus aliados.

O inquérito da Polícia Federal, finalizado nesta semana, incluiu entre os indiciados o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, e ex-ministros do governo Bolsonaro. A investigação concluiu que os envolvidos estariam ligados a ações que visavam desestabilizar a democracia brasileira, incluindo planos golpistas após a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Além disso, a PF apontou, na última quinta-feira (21), indícios de que Jair Bolsonaro tinha conhecimento de supostos planos para assassinar o presidente Lula, o vice Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, durante o ano de 2022. Esses fatos reforçam o contexto que pode levar a eventuais medidas judiciais contra o ex-presidente.

O cenário tem gerado intensos debates políticos, dividindo opiniões entre aliados e opositores do ex-presidente. Enquanto Nikolas Ferreira e outros parlamentares ligados ao Partido Liberal defendem Bolsonaro e criticam o que chamam de “perseguição política”, outros setores políticos e sociais pedem o aprofundamento das investigações para responsabilizar os envolvidos em possíveis ataques à democracia.

Fonte: Blog do Valente

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