Cachoeira

Caso Tainara: Acusado é condenado a quase 60 anos de prisão por feminicídio

Um homem foi condenado a quase 60 anos de prisão pelo feminicídio da líder quilombola Tainara dos Santos, em Cachoeira, no Recôncavo Baiano. O júri reconheceu que o crime foi cometido de forma que dificultou a defesa da vítima e que as ameaças ocorreram por ciúme e sentimento de posse do acusado.

Segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), Tainara manteve um relacionamento de cerca de cinco anos com o condenado, marcado por agressões físicas e psicológicas. Após a separação, ele teria passado a persegui-la e descumprido uma medida protetiva concedida pela Justiça.

No dia 9 de outubro de 2024, quando Tainara foi vista pela última vez, o acusado teria coagido a vítima, mediante ameaça, a assinar um contrato relacionado à divisão de um imóvel. Em seguida, ele teria levado a mulher em seu veículo.

Tainara era mãe de duas crianças e seu corpo nunca foi encontrado. O caso chegou a julgamento após as investigações apontarem um histórico de ameaças e agressões contra a vítima.

O Ministério Público destacou que a condenação representa uma resposta à violência doméstica e familiar e afirmou que o resultado do júri tem caráter pedagógico.

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