Brasil registra queda de 28,9% nas novas infecções por HIV, aponta Ministério da Saúde

O Brasil apresentou uma redução de 28,96% nas novas infecções por HIV em 2025 na comparação com o ano anterior, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde no Boletim Epidemiológico da doença. De acordo com o levantamento, todos os estados brasileiros registraram queda nos casos.
A região Sudeste teve o maior recuo proporcional do país, com redução de 30,2% nas notificações. Entre os estados, São Paulo liderou a queda, com 32,1%, seguido por Minas Gerais, com 30,7%, e Rio de Janeiro, com 29,5%. O Espírito Santo registrou a menor redução da região, com 13,9%.
No Nordeste, a queda foi de 26,9%, o menor índice entre as regiões brasileiras. Ainda assim, a Bahia apresentou o melhor desempenho regional, com redução de 29,7% nos novos casos de HIV.
Os dados nacionais também mostram que as maiores reduções ocorreram em Roraima, com 39%, Acre, com 38,4%, e Mato Grosso, com 32,5%. Já os menores recuos foram registrados no Ceará, com 21,1%, Amapá, com 9,8%, e Espírito Santo.
Segundo o boletim, a maior concentração de casos de aids no Brasil continua entre pessoas de 25 a 39 anos, faixa que representa 49,8% das notificações desde o início da série histórica. Jovens entre 15 e 24 anos correspondem a 25,7% dos casos, sendo que 66% das infecções nesse grupo atingem homens.
Entre os homens, a faixa etária de 20 a 29 anos concentrou 44,7% dos novos registros em 2024. O levantamento aponta ainda que a epidemia segue predominantemente masculina, com proporção de 28 homens infectados para cada 10 mulheres.
Em relação ao perfil racial, pessoas pretas e pardas representam 59,7% dos casos registrados no país, enquanto pessoas brancas correspondem a 36,8%.
O Ministério da Saúde atribui a redução das infecções ao fortalecimento das políticas públicas de prevenção e tratamento. Entre as medidas citadas estão a ampliação da testagem, o uso da profilaxia pré-exposição (PrEP) e o início imediato da terapia antirretroviral após o diagnóstico.
Segundo o governo federal, o tratamento contínuo também contribuiu para reduzir a mortalidade e a progressão da doença. A transmissão vertical, de mãe para filho, também apresentou melhora. Em 2024, os casos diagnosticados durante ou após o parto caíram para 5,9%.
Desde 1980 até setembro de 2025, o Brasil registrou 1,67 milhão de casos de HIV ou aids. A taxa de mortalidade caiu 37% entre 2014 e 2024, passando de 5,4 para 3,4 mortes por 100 mil habitantes.
Apesar da redução nas novas infecções em 2025, o número de diagnósticos de HIV cresceu 19% entre 2020 e 2024, movimento associado à retomada da testagem após o período de restrições da pandemia de Covid-19.
Letróloga em Língua Espanhola e redatora do JornalZero75. Natural de Alagoinhas e residente em Santo Antônio de Jesus há 8 anos.
















