Audiência de instrução do caso do zelador do Rio Vermelho ocorre em Salvador

Audiência sobre agressão e incêndio em edifício no Rio Vermelho
A primeira audiência de instrução do caso em que o réu é o zelador acusado de espancar uma moradora e atear fogo no hall de um edifício no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, foi realizada no Fórum Criminal de Sussuarana. Osvaldo Ferreira Conceição responde por tentativa de homicídio, incêndio, ameaça e dano qualificado, conforme denúncia apresentada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA).
A sessão contou com a presença de testemunhas, advogados, representantes do MP e do próprio réu. A moradora vítima das agressões não compareceu à audiência. Após o crime, ela permaneceu semanas internada em coma induzido e, posteriormente, mudou-se para o Rio de Janeiro, sua cidade natal.
Depoimentos de moradores e andamento do processo
Durante a audiência, três moradores do edifício Morro das Pedras, local onde ocorreram os crimes, prestaram depoimento. Eles foram ouvidos em ambiente separado do réu, como medida de segurança. Uma nova audiência foi marcada para o dia 20 de março. O processo tramita em segredo de justiça.
Crime ocorreu em agosto do ano passado
Incêndio, ameaças e agressão à moradora
O crime aconteceu em agosto do ano passado, quando o zelador ateou fogo no primeiro andar do condomínio Morro das Pedras, ameaçou moradores e invadiu o apartamento da professora. As investigações apontam que Osvaldo Ferreira Conceição desferiu múltiplos socos no rosto da vítima.
A mulher foi encontrada inconsciente, vestindo apenas uma camisola e sem roupa íntima. Segundo a polícia, o arranjo dos móveis indica que a vítima tentou resistir às agressões.
De acordo com a denúncia do MP-BA, apresentada no final de setembro, o ataque ocorreu após a professora se recusar a manter um envolvimento amoroso com o zelador. Antes do crime, a vítima havia registrado no livro de ocorrências do condomínio episódios de assédio praticados por Osvaldo.
Em janeiro de 2024, ela relatou que o funcionário a convidou para tomar vinho em um sábado à noite, por meio de um aplicativo de mensagens, e pediu providências à administração do prédio por se sentir constrangida.
O zelador morava de favor no edifício com a esposa e o filho pré-adolescente. Todos estavam no local no momento do crime. Em depoimento, a companheira afirmou que ele avisou que sairia para comprar gasolina antes de atear fogo no hall do prédio. Parte da ação foi registrada por câmeras de segurança do condomínio.
Letróloga em Língua Espanhola e redatora do JornalZero75. Natural de Alagoinhas e residente em Santo Antônio de Jesus há 8 anos.























