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Áudios revelam suposta orientação para adesivar ônibus de Salvador com material do PT

Áudios divulgados nas redes sociais revelaram supostas orientações do Sindicato dos Rodoviários para a colocação de adesivos do PT em ônibus de Salvador durante o segundo turno das eleições, realizado no domingo (25). As gravações vieram à tona na sexta-feira (30), após a retenção de centenas de coletivos nas garagens, episódio investigado sob suspeita de crime eleitoral e redução irregular da oferta de transporte público.

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Nas gravações, uma voz atribuída ao presidente interino do Sindicato dos Rodoviários, Fábio Primo, orienta os trabalhadores a reservar os adesivos para os ônibus que efetivamente circulariam no dia da votação. A justificativa apresentada seria a quantidade insuficiente de material para atender toda a frota. O conteúdo também destaca a necessidade de participação dos envolvidos na distribuição e aplicação dos adesivos.

Diante dos acontecimentos, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) apresentou uma queixa-crime ao Ministério Público Federal (MPF), incluindo os áudios entre os elementos encaminhados para investigação. Até a última atualização, não havia conclusão sobre o caso. Fábio Primo preferiu não conceder entrevista, mas o sindicato divulgou uma nota na qual rejeitou as acusações e afirmou que os acontecimentos estavam sendo distorcidos para responsabilizar a entidade. A organização também defendeu a apuração transparente dos fatos.

A fiscalização realizada nas garagens identificou veículos fora de circulação em diferentes pontos da capital baiana. Entre os locais vistoriados estão as sedes do BRT, na Avenida Barros Reis, da Integra Verde G2, no bairro de Santa Mônica, e da Ottrans G1, na Estrada Velha de Campinas de Pirajá. Um relatório apresentado ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) apontou redução da frota em operação em comparação com os dias úteis. Representantes das empresas também confirmaram a circulação de uma quantidade menor de ônibus.

Segundo a fiscalização do Procon, mais de 950 coletivos estavam fora de circulação. Vídeos anexados ao processo mostram dezenas de veículos estacionados nas garagens das empresas. O episódio também chegou à Câmara Municipal de Salvador, onde um grupo de vereadores solicitou a abertura de uma investigação sobre a redução do transporte público em reunião realizada na terça-feira (27), com o presidente da Casa, Carlos Muniz (PSDB).

As informações são do G1.

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