Flávio Bolsonaro teria viajado para a Argentina após ordem para entregar passaportes à PF, diz site argentino

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria deixado o Brasil na noite de segunda-feira (26), com destino à Argentina, de onde seguiria para os Estados Unidos em um voo privado. A informação foi publicada nesta terça-feira (27) pelo site argentino Infobae, mas foi negada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha do parlamentar.

Segundo o Infobae, Flávio teria cruzado a fronteira utilizando o documento nacional de identidade e embarcado em Puerto Iguazú, na província argentina de Misiones. A decolagem da aeronave estava prevista para as 2h desta terça-feira, no horário local.
Jato estaria ligado a empresa argentina
A reportagem aponta que o voo seria realizado em um jato Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, atribuído à empresa argentina Baires Fly S.A. Conforme o portal, a companhia teria solicitado os procedimentos alfandegários e migratórios para quatro passageiros e três tripulantes.
O avião está registrado na Argentina desde 25 de setembro de 2020 em nome da empresa, segundo o Infobae. Fabricada em 2004 pela Gulfstream Aerospace, a aeronave possui dois motores Rolls-Royce Tay e capacidade para transportar até 13 passageiros, com autonomia estimada entre 7 mil e 7,8 mil quilômetros.
Flávio afirma que entregará passaportes
A suposta viagem ocorre após uma determinação atribuída ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que Flávio entregue seus passaportes à Polícia Federal (PF) em até 24 horas. A ordem teria sido expedida na noite de domingo (25), data do segundo turno das eleições presidenciais.
Segundo as informações divulgadas, a decisão também proibiria o senador de manter contato com o advogado Willer Tomaz, investigado com ele em um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo empresas ligadas ao advogado e casas de apostas.
Em vídeo publicado nas redes sociais na segunda-feira (26), Flávio afirmou que cumpriria a determinação judicial e negou ter intenção de deixar o país.
“Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar”, declarou.
O senador também disse que a decisão, mantida sob sigilo, mencionaria declarações de seu irmão, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que havia sugerido que ele deixasse o Brasil caso perdesse a eleição presidencial.
Rogério Marinho nega viagem
Questionado pela coluna do jornalista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, o senador Rogério Marinho negou que Flávio tenha deixado o Brasil. “Não saiu”, respondeu.
Até o momento, as informações sobre a suposta viagem e a negativa de Marinho apresentam versões divergentes sobre o paradeiro do senador.
Letróloga em Língua Espanhola e redatora do JornalZero75. Natural de Alagoinhas e residente em Santo Antônio de Jesus há 8 anos.















