Matrículas de alunos com deficiência crescem, mas falta de professores limita atendimento
O número de alunos com deficiência atendidos nas escolas brasileiras aumentou, mas a falta de professores especializados ainda limita o acesso ao apoio educacional no país. Dados do Ministério da Educação mostram o cenário de expansão com desafios estruturais, em 2025.
O país registrou 2,5 milhões de matrículas na educação especial, enquanto o número de estudantes que necessitam de atendimento especializado saltou de 312 mil, em 2015, para mais de 850 mil. Apesar do crescimento, a quantidade de profissionais qualificados não acompanhou a demanda.
Atualmente, apenas 151 mil professores possuem formação em inclusão com mais de 80 horas, o que representa cerca de 6% do total. Entre esses, somente 40% contam com cursos específicos para o atendimento educacional especializado, o que evidencia a disparidade entre alunos e profissionais capacitados.
A realidade pode ser observada em uma escola pública de Ceilândia, onde 76 estudantes têm deficiência, mas apenas 50 recebem atendimento especializado. A seleção ocorre por análise individual, diante da limitação de vagas e da escassez de profissionais.

















