Notícias

Advogada argentina é presa por racismo contra funcionários de bar em Ipanema

Prisão por racismo ocorre no Rio de Janeiro após investigação da Polícia Civil

A Polícia Civil prendeu a advogada argentina Agostina Paez por ofensas racistas contra funcionários de um bar em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro. A prisão foi cumprida no bairro de Vargem Pequena, na capital fluminense, após a conclusão das investigações que resultaram no indiciamento da estrangeira pelo crime de racismo.

O crime ocorreu em Ipanema, dentro de um bar, durante uma discussão envolvendo o pagamento da conta do estabelecimento. Segundo a apuração policial, Agostina Paez proferiu xingamentos de cunho racial contra quatro funcionários, apontou o dedo para um deles, utilizou a palavra “mono” — que significa macaco em espanhol — e passou a imitar gestos e sons do animal. As condutas foram gravadas em vídeo pela própria vítima e confirmadas por imagens de câmeras de segurança.

Crime aconteceu em janeiro e levou à prisão preventiva

Os fatos aconteceram no dia 14 de janeiro, mas a prisão foi realizada nesta sexta-feira (6), por policiais da 11ª Delegacia de Polícia (Rocinha), em cumprimento a mandado de prisão preventiva. Durante a investigação, a Polícia Civil ouviu testemunhas e reuniu provas que esclareceram a dinâmica do caso.

Antes da prisão, a Justiça do Rio de Janeiro, a pedido do Ministério Público, já havia determinado:

  • Proibição de deixar o país
  • Retenção do passaporte
  • Uso de tornozeleira eletrônica

Na quinta-feira (5), a advogada publicou um vídeo no Instagram, afirmando que recebeu a notificação da prisão por risco de fuga, disse estar usando tornozeleira eletrônica e declarou estar à disposição das autoridades. “Estou desesperada, estou morta de medo”, afirmou.

Em sua defesa, Agostina Paez alegou que os gestos teriam sido “brincadeiras” dirigidas às amigas, versão rejeitada pela investigação. O crime de racismo, previsto no artigo 2º-A da Lei nº 7.716/89, prevê pena de dois a cinco anos de prisão.

Botão Voltar ao topo