Médico é preso por suspeita de estupro durante atendimentos na Chapada Diamantina

Um médico clínico geral de 29 anos foi preso por suspeita de estupro, violação sexual mediante fraude e estupro de vulnerável durante atendimentos médicos em Seabra, na Chapada Diamantina, no interior da Bahia. A prisão ocorreu durante a Operação Praesidium, deflagrada pela Polícia Civil.
A ação policial foi realizada na manhã desta terça-feira (3). O médico foi identificado como Gustavo Lopes de Oliveira e atuava tanto em clínicas particulares quanto em unidades de saúde públicas do município.
Investigação aponta abusos contra pacientes e ex-assistente
Segundo a Polícia Civil, três vítimas já foram identificadas, sendo duas mulheres de 19 e 24 anos e uma adolescente de 14 anos. Parte dos relatos indica que o suspeito teria se aproveitado da posição profissional para submeter uma ex-assistente a violência psicológica e sexual.
Outras denúncias apontam que pacientes teriam sido abusadas durante consultas e exames, com registros de comentários de cunho sexual, atos libidinosos e comportamentos inadequados durante os atendimentos médicos.
Operação Praesidium cumpriu mandados e recolheu provas
As investigações tiveram início após familiares de uma das vítimas perceberem mudanças de comportamento, o que levou ao relato de abusos que teriam ocorrido desde o ano passado. O inquérito é conduzido pela 13ª Coorpin/Seabra e pela 1ª Delegacia Territorial do município.
Durante a operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, sendo um na residência do investigado e dois em clínicas onde ele trabalhava, com o objetivo de recolher materiais que possam reforçar as provas.
O médico foi localizado no bairro Tamboril, por equipes do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (Gatti/Diamantina). Após ser levado à delegacia, teve a prisão temporária executada e permanece custodiado, à disposição da Justiça.
Cremeb abre sindicância e orienta denúncias
O Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb) informou, por meio de nota, que tomou conhecimento do caso pela imprensa e que os fatos serão apurados pela Corregedoria, por meio de sindicância. O órgão destacou que processos éticos tramitam sob sigilo, e eventuais punições serão divulgadas após decisão final.
O Cremeb orienta que vítimas formalizem denúncias pelo site oficial da entidade, presencialmente na sede em Salvador ou em qualquer uma das dez delegacias regionais espalhadas pelo estado.
A Polícia Civil acredita que outras possíveis vítimas possam procurar as autoridades. As denúncias podem ser feitas pelo Disque 100, pelo telefone 180 ou presencialmente em qualquer delegacia.
Letróloga em Língua Espanhola e redatora do JornalZero75. Natural de Alagoinhas e residente em Santo Antônio de Jesus há 8 anos.






















