A advogada criminalista Maria das Graças Barbosa dos Santos, de 50 anos, assassinada a tiros nesta segunda-feira (24) em Ipiaú, teria sido executada por ordem do Comando Vermelho (CV). Segundo fontes policiais, ela não apenas atuava na defesa de criminosos, mas também era considerada uma integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção rival.
Segundo publicação do Correio da Bahia, em suas redes sociais, se apresentava como especialista em júri popular, mestre em Direito do Trabalho e presidente de uma comissão de direito dos animais.
No dia 10 de fevereiro, ela publicou uma foto chegando a Santa Catarina, viagem que, segundo a polícia, foi motivada pela prisão de um de seus principais clientes, o traficante Marcos Antônio dos Santos Xavier, o “Juca”.
Preso no dia 6 de fevereiro pela Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco), ele seria uma das principais lideranças do PCC em Ipiaú e cidades vizinhas, como Jequié, Itiruçu, Boa Nova e Manoel Vitorino.
Cinco dias antes do crime, a advogada fez uma publicação que chamou atenção.
Na imagem, ela aparece em frente a uma delegacia com a legenda: “Delegacia não é igreja. Delegado não é padre para você confessar seus pecados. Fique em silêncio e aguarde sua advogada”. A postagem tinha como música de fundo um trecho do rap A Cara do Crime: “Ele quer crime e eu sou criminoso”.
A advogada foi assassinada com vários tiros na rua Francisco José de Souza, no bairro Senhora Aparecida. “Invadiram a casa dela. Como ela era também protetora de animais, os cães começaram a latir e ela correu seminua, mas foi alcançada ao lado do carro de um vizinho. No local, foram encontradas cápsulas de fuzil e pistola 380”, detalha o policial.
Em nota, a Polícia Civil informou que a Delegacia Territorial de Ipiaú “realiza diligências para identificar a autoria e motivação do crime”. A reportagem pediu um posicionamento à Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Bahia (OAB-BA), mas até o momento não há resposta.
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