Cruz das Almas

Corte de árvores na Rua Amado Queiroz gera protestos e mobilização popular em Cruz das Almas.

A derrubada de árvores na Rua Amado Queiroz, em Cruz das Almas, tem gerado indignação entre moradores, estudantes e ambientalistas. Desde o início das obras de requalificação da via, que dá acesso a bairros como Inocoop e Tabela, além da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), mais de 20 árvores foram removidas. O corte, realizado pela prefeitura, foi alvo de críticas e levantou questionamentos sobre os impactos ambientais da intervenção.

O agrônomo, professor e ambientalista Jorge Silveira foi um dos que se manifestaram contra a ação. Em suas redes sociais, classificou o ato como um “crime ambiental” e lamentou a falta de preocupação com a arborização urbana. Para ele, a troca de árvores frondosas por iluminação artificial demonstra desconhecimento sobre a importância da vegetação na regulação térmica e na qualidade do ar.

Mobilização e abaixo-assinado

Diante da remoção contínua das árvores, moradores e ativistas lançaram uma petição pública pedindo a suspensão do corte e a inclusão da preservação ambiental no projeto de revitalização da rua. O documento, endereçado ao prefeito Ednaldo Ribeiro, solicita que a administração municipal reveja a decisão e busque alternativas que conciliem urbanização e sustentabilidade.

A mobilização ganhou força nas redes sociais e entre coletivos ambientais da cidade. Muitos alertam que a retirada das árvores sem um estudo detalhado pode causar aumento da temperatura local, maior incidência de enchentes e a perda de habitat para diversas espécies. Além disso, apontam que a modernização da via poderia ser feita sem comprometer a vegetação existente.

Requalificação e impactos ambientais

A prefeitura iniciou, no dia 9 de abril de 2024, as obras de requalificação das avenidas Rui Barbosa e Amado Queiroz. O projeto prevê a reconstrução dos passeios com pisos intertravados, nova pavimentação asfáltica, paisagismo e iluminação de LED. No entanto, a ausência de um plano transparente de compensação ambiental preocupa moradores e especialistas.

Com um ano de atraso, as intervenções continuam gerando transtornos e levantando debates sobre a relação entre desenvolvimento urbano e preservação ambiental. Até o momento, a gestão municipal não se pronunciou sobre os protestos e o abaixo-assinado, mas a pressão popular segue aumentando.

Enquanto isso, ambientalistas pedem que vereadores da oposição fiscalizem a situação e cobrem medidas que garantam um equilíbrio entre o crescimento da cidade e a manutenção de áreas verdes essenciais para a qualidade de vida da população.

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