Osmar Tomé, de 54 anos, tentava consertar um avião agrícola quando a hélice da aeronave deu três voltas de uma só vez, decepou o antebraço esquerdo dele na altura do cotovelo e arremessou o membro a mais de 50 metros de distância.
A parte do braço arrancada pela hélice foi encontrada por vizinhos que o socorreram, guardada dentro de uma sacola com soro fisiológico, que foi armazenada em uma caixa refrigerada, seguindo orientações de um médico amigo de Osmar.
O médico Bruno Veronesi, especialista em cirurgias de mão e microcirurgias reconstrutivas, aceitou o desafio de reimplantar o membro. O ortopedista afirmou que a operação de Osmar Tomé foi a primeira desse tipo no DF. E foi um sucesso!
O ortopedista Bruno Veronesi explica que cada operação é única, mas, geralmente, o processo começa com a ligação das partes mais complexas, como os ossos e as artérias. O cirurgião atribui o sucesso do tratamento às condições de saúde do paciente, à agilidade do transporte até Brasília e à preservação correta do antebraço.
O piloto iniciou o processo de fisioterapia em abril e já recuperou o movimento e parte da sensibilidade do membro reimplantado. Tomé já consegue abrir e fechar a mão e lavar o cabelo sozinho. Ele planeja voltar a pilotar aviões de pequeno porte.
Compartilhe esta notícia
Aviso: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Jornal Zero75. É vetada a postagem de conteúdos que violem a lei e/ ou direitos de terceiros. Comentários postados que não respeitem os critérios podem ser removidos sem prévia notificação.