Mulher desaparecida foi desmembrada, mantida em freezer e queimada em Salvador

A Polícia Civil da Bahia concluiu o inquérito sobre o desaparecimento de Fabiana Correia Cardoso, de 43 anos, ocorrido em setembro de 2025. Após as investigações, foram confirmados os crimes de feminicídio e ocultação de cadáver. As informações são da coluna Mirelle Pinheiro.
Mesmo sem a localização do cadáver, o caso foi elucidado a partir de uma investigação técnica, minuciosa e integrada, conduzida pela Delegacia de Proteção à Pessoa (DPP), unidade vinculada ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
As autoridades pediram a prisão de dois investigados durante o inquérito. As prisões temporárias foram deferidas pela Justiça e cumpridas em 21 de outubro, contra o ex-companheiro da vítima, e em 5 de novembro, contra o primo dele, que foi capturado em Narandiba, Salvador.
O caso teve início no dia 15 de setembro, quando familiares registraram boletim de ocorrência sobre o desaparecimento de Fabiana. Diante de indícios incompatíveis com um afastamento voluntário, como uma fuga, o inquérito foi instaurado em 30 de setembro.
De acordo com as investigações, Fabiana foi morta no dia 11 de setembro, por volta das 18h, no interior de seu próprio mercadinho, localizado no bairro de Periperi. A vítima era sócia do ex-companheiro mesmo após o fim do relacionamento amoroso.
O inquérito conseguiu comprovar a materialidade do crime mesmo sem a localização dos restos mortais. Isso foi possível após a perícia identificar o perfil genético de Fabiana em duas facas utilizadas na tentativa de desmembramento, além de vestígios de sangue feminino no freezer onde o corpo foi mantido após o homicídio.
Em depoimento, os investigados contaram que a mulher foi derrubada no chão, esganada e atingida com golpes no pescoço até a morte.
Depois do assassinato, os criminosos colocaram o corpo de Fabiana em um freezer e, posteriormente, transferiram para um tonel azul. Houve ainda tentativa de destruição do corpo com o uso de substâncias corrosivas e inflamáveis.
No dia 13 de setembro, o tonel foi transportado para um imóvel onde funcionava uma hamburgueria que também pertencia ao ex-companheiro da vítima, no bairro de Mussurunga, onde os restos mortais foram queimados por horas. Eles descartaram os resíduos em um contêiner público no dia 14.
De acordo com o delegado André Carneiro, a ausência do corpo não impede a responsabilização penal quando há um conjunto probatório consistente.
“Mesmo diante da tentativa deliberada de destruição de vestígios, as provas técnicas reunidas demonstram de forma inequívoca a ocorrência do homicídio e as ações posteriores de ocultação do cadáver”, destacou.
Fonte: BNews

Tâmile Conceição, é quilombola e jornalista em formação pela UFRB, apaixonada por contar histórias e mergulhar na rica cultura do Recôncavo. Compreendendo a importância do jornalismo para sua comunidade, prioriza a apuração em seu trabalho. Atualmente, produz conteúdo para site, Instagram e rádio, compartilhando a diversidade e a riqueza cultural da sua região. Vencedora do Prêmio Motezuma em Telejornalismo com a reportagem sobre o Coletivo das Artes da cidade de São Félix, é também criadora do radiodocumentário Santa Bárbara como Símbolo Cultural e Religioso em São Félix, que reflete sua dedicação à preservação da cultura, da história e das tradições do seu povo.


























