Bahia

Morte de professora em Salinas da Margarida completa um mês; família faz protesto e pede justiça

A morte da professora Nérica França da Conceição, de 52 anos, que foi estrangulada e agredida com socos e golpes de faca dentro da própria casa, em Salinas da Margarida, completou um mês nesta segunda-feira (22). O esposo da professora, com quem ela manteve um relacionamento por cerca de 28 anos, é apontado como principal suspeito do crime e ainda é procurado pela polícia.

Familiares e amigos de Nérica realizaram uma manifestação pacífica na área central de Salinas da Margarida, na noite desta segunda-feira (22), para pedir celeridade nas investigações e cobrar a prisão do suspeito. O grupo se reuniu nas proximidades da Prefeitura Municipal e da Câmara de Vereadores, mostrando cartazes com a palavra “justiça” e uma bandeira com a frase “Mulheres Vivas, Mobilização Nacional”. Os participantes usaram camisas brancas durante o ato.

Segundo a família, o principal suspeito permanece em liberdade. Os familiares também pedem a intervenção do Ministério Público da Bahia para garantir o avanço das investigações e a responsabilização dos envolvidos. O caso é investigado como feminicídio pela 24ª Delegacia Territorial de Vera Cruz.

Caso

Nérica França da Conceição foi encontrada morta dentro da própria residência, localizada na região central do município, na noite de sábado, 22 de novembro. De acordo com a Polícia Militar, ao chegar ao local, os agentes encontraram a professora já sem vida e um homem ferido no imóvel. Ele recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e foi encaminhado a uma unidade hospitalar.

Relatos apontam que o crime teria ocorrido na noite da sexta-feira (21), quando a professora foi agredida com socos, golpes de faca e sufocada. Após as agressões, o suspeito teria trancado a residência, impedindo a entrada de vizinhos e parentes. O corpo foi localizado apenas no dia seguinte, após o imóvel ser arrombado.

Segundo relatos ao Blog do Valente, o crime pode ter sido motivado por ciúmes e conflitos no relacionamento.

Justiça

Desde a morte da professora, a família já realizou outras manifestações. A primeira ocorreu no dia 25 de novembro, três dias após o crime, quando o grupo se reuniu em frente à Escola Modelo de Salinas e percorreu o centro do município. A mobilização teve como objetivo chamar a atenção para a violência contra a mulher e prestar homenagem à educadora, que era conhecida na comunidade escolar.

Fonte: Blog do Valente

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