Julgamento de acusados de matar cantora gospel Sara Freitas ganha nova data

O julgamento dos três acusados de participação no assassinato na cantora gospel Sara Freitas ganhou nova data para acontecer. O júri foi remarcado para o dia 24 de fevereiro de 2026, segundo informou o advogado de defesa dos réus, Otto Lopes. Na terça-feira (25), a sessão foi suspensa após a defesa alegar falta de estrutura do fórum em Dias d’Ávila.
A defesa dos acusados também vai solicitar que o tribunal do júri seja realizado no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, no processo chamado de desaforamento. O pedido ainda será analisado pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). A decisão dos advogados de abandonar o júri foi criticada pela defesa da família de Sara Freitas de membros do Ministério Público da Bahia (MP-BA).
No banco dos réus do caso estão o ex-marido da cantora, Ederlan Santos Mariano, apontado como mandante do crime, além de Weslen Pablo Correia de Jesus, conhecido como bispo Zadoque, e Victor Gabriel Oliveira Neves. Todos respondem pelos crimes de feminicídio executado por motivo torpe, meio cruel e sem possibilitar a defesa da vítima, de ocultação de cadáver e associação criminosa.
Sara Freitas foi morta com mais de 20 golpes de faca e teve o corpo carbonizado. O corpo da cantora foi encontrado no dia 27 de outubro de 2023, às margens da BA-093, na altura de Dias D’Ávila. Antes disso, ela ficou desaparecida por quatro dias.
De acordo com as investigações, Ederlan Mariano teria encomendado a morte da então companheira, com quem teve uma filha. Ederlan e Sara viviam uma relação abusiva, com a cantora sendo vítima de violência emocional. A filha do casal está sob cuidado da família paterna. Weslen Pablo, o bispo Zadoque, foi quem esfaqueou a vítima, enquanto ela era segurada por Victor Gabriel.
Além dos três que serão julgados a partir de terça-feira (25), um outro homem foi condenado pela participação no crime. Trata-se de Gideão Duarte de Lima, responsável por atrair a cantora até o local onde ela foi emboscada e assassinada. Ele foi condenado em abril deste ano a 20 anos, 4 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e associação criminosa.
Fonte: Correio da Bahia

Tâmile Conceição, é quilombola e jornalista em formação pela UFRB, apaixonada por contar histórias e mergulhar na rica cultura do Recôncavo. Compreendendo a importância do jornalismo para sua comunidade, prioriza a apuração em seu trabalho. Atualmente, produz conteúdo para site, Instagram e rádio, compartilhando a diversidade e a riqueza cultural da sua região. Vencedora do Prêmio Motezuma em Telejornalismo com a reportagem sobre o Coletivo das Artes da cidade de São Félix, é também criadora do radiodocumentário Santa Bárbara como Símbolo Cultural e Religioso em São Félix, que reflete sua dedicação à preservação da cultura, da história e das tradições do seu povo.



























