Brasil

Influenciador conhecido como “Calvo do Campari” é detido por agressão e tentativa de estupro

Thiago Schutz, conhecido nas redes sociais como “Calvo do Campari” e integrante do movimento red pill, foi detido na madrugada deste sábado (29) em Salto, no interior de São Paulo, após ser acusado pela namorada, de 30 anos, de agressão e tentativa de forçar relação sexual. A prisão ocorreu em flagrante, depois que a vítima conseguiu pedir ajuda enquanto tentava se afastar do influenciador.

Segundo o boletim de ocorrência, policiais militares localizaram a mulher na rua com sinais evidentes de violência, e, minutos depois, encontraram Schutz, que acabou preso. Vídeos registrados durante o episódio mostram a vítima em desespero enquanto o influenciador, em tom de intimidação, chega a mandá-la “chamar a polícia”. A vítima foi encaminhada ao IML, onde exames identificaram múltiplas lesões.

A advogada Nayara Thibes, que representa a jovem, afirmou que a vítima está profundamente abalada com o ocorrido. Ela precisou ser levada ao hospital municipal após a intervenção policial. Em nota enviada à imprensa, a defesa declarou que, além das agressões constatadas, houve tentativa de estupro, classificando o episódio como “uma conduta repugnante, covarde e absolutamente intolerável, sob qualquer perspectiva jurídica, ética ou humana”.

De acordo com o depoimento da vítima, Thiago tentou forçar sexo anal, mesmo após a negativa. O laudo do IML apontou ao menos 11 agressões, com ferimentos na face, nos braços e nas pernas, além de marcas compatíveis com resistência e tentativa de defesa. As informações reforçam a gravidade da ocorrência e a dinâmica da violência relatada pela mulher.

Schutz foi levado para audiência de custódia ainda neste sábado (29) e acabou liberado. A Justiça concedeu liberdade provisória condicionada ao cumprimento de medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha. O juiz responsável advertiu, no alvará de soltura, que o descumprimento de qualquer determinação poderá resultar na decretação da prisão preventiva.

A vítima será formalmente notificada das medidas protetivas e seguirá assistida pela defesa, que reforça o impacto emocional e físico causado pelas agressões relatadas. O caso segue em investigação pela Polícia Civil, que analisará os elementos reunidos no inquérito.

Fonte: Blog do Valente

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