Bahia

Fundação Doutor Jesus pode se tornar o primeiro hospital terapêutico de dependência química da Bahia

A Fundação Doutor Jesus deve ganhar, nos próximos dias, uma nova etapa de ampliação. O deputado federal Sargento Isidório afirmou nesta segunda-feira (22/09), em entrevista ao Informe Baiano, parceiro do JornalZero75,que aguarda apenas a confirmação do governador Jerônimo Rodrigues para anunciar oficialmente a inauguração. Segundo ele, o objetivo é que o espaço seja reconhecido como o primeiro hospital de tratamento de dependência química da Bahia, oferecendo um atendimento diferenciado e humanizado para milhares de pessoas em recuperação.

Atualmente, a instituição atende mais de 2.700 internos, que recebem acompanhamento profissional em tempo integral. No local, trabalham psicólogos, pedagogos, nutricionistas, fisioterapeutas e educadores físicos, além de equipes voltadas para atividades esportivas, cursos profissionalizantes e suporte espiritual. Para Isidório, esse conjunto de serviços justifica o reconhecimento como hospital terapêutico.

O parlamentar comparou o trabalho da fundação com o do Hospital Sarah, em Salvador, que é referência nacional em reabilitação física. De acordo com ele, enquanto o Sarah atua na recuperação de pacientes com limitações motoras, a Fundação Doutor Jesus foca na recuperação de dependentes químicos, um problema que classifica como “uma verdadeira pandemia de álcool e drogas” no Brasil.

“Dependência química é doença, e lugar de doente é no hospital. A diferença é que o nosso hospital não tem centro cirúrgico ou UTI, mas tem psicólogos, nutricionistas, esportes, cursos, lazer e um sistema completo de acolhimento. Se o paciente do álcool ou das drogas é retirado das ruas e tratado, ele está hospitalizado. É por isso que eu chamo de hospital terapêutico”, destacou.

Isidório também reforçou que busca apoio do governo federal para manter a estrutura em funcionamento e ampliar os serviços. Ele relatou que a instituição enfrenta dificuldades para garantir alimentação e suprimentos para os internos, mas segue de portas abertas 24 horas por dia. “Esse é um sonho que vai se tornando realidade. Se existem hospitais para tantas outras áreas, por que não pode haver um hospital dedicado ao tratamento da dependência química?”, questionou.

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