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Dono do Banco Master é investigado por suspeita de financiar rede internacional de prostituição

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Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, é investigado pela Polícia Federal (PF) por suspeita de financiar e participar de uma rede internacional de prostituição, com investimentos de pelo menos R$ 4,3 milhões. Segundo reportagem do UOL, o esquema teria começado em 2023, com atuação em São Paulo e participação de mulheres estrangeiras em eventos privados frequentados por autoridades e pessoas próximas ao banqueiro.

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De acordo com a investigação relatada pelo veículo, Vorcaro teria financiado a estrutura, selecionado mulheres e participado de decisões sobre contratações. Entre os supostos intermediários estão Leonardo Serrano, empresário do setor de eventos, e Diogo Batista, promotor de eventos que, segundo a reportagem, receberia R$ 120 mil mensais do banqueiro.

As conversas obtidas pela reportagem também indicariam o recrutamento de mulheres em situação de vulnerabilidade, incluindo refugiadas. Entre os casos citados está o de uma refugiada ucraniana de 19 anos, que teria chegado ao grupo em outubro de 2023. As mensagens mencionadas na apuração descrevem condições de contratação e contêm referências degradantes às mulheres.

A rede teria recrutado mulheres de diferentes nacionalidades, entre elas russas, ucranianas, venezuelanas, argentinas e polonesas. Segundo as informações divulgadas, a Polícia Federal abriu um inquérito em maio para apurar possíveis crimes relacionados à atividade, incluindo suspeitas de cafetinagem e tráfico internacional de pessoas, além de eventuais situações de exploração ou coação.

No Brasil, a prostituição voluntária não constitui crime por si só. No entanto, a exploração sexual por terceiros e o tráfico de pessoas podem configurar crimes, conforme as circunstâncias e os requisitos previstos na legislação. As autoridades ainda precisam esclarecer as condições de recrutamento, a permanência das mulheres no país e a participação de cada investigado.

As informações divulgadas até o momento se baseiam em suspeitas relatadas pela imprensa e em elementos atribuídos à investigação policial. Portanto, não representam uma condenação judicial dos envolvidos.

Fonte: Revista Fórum.

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