Brasil

Dia 6: Sábado de luta e de fortalecimento da greve nas unidades operacionais; Bahia segue na paralisação

Sem sinalização da gestão da Petrobrás de atendimento aos três eixos de reivindicações da categoria petroleira, a greve nacional segue por tempo indeterminado em todo país. Neste sábado, 20 de dezembro, o movimento entra no sexto dia, com ampla adesão nacional em todo o Sistema Petrobrás. A categoria luta pelo fim dos equacionamentos da Petros, pela retomada de direitos perdidos, com uma justa distribuição da riqueza gerada, e por uma estatal forte, integrada e a favor do Brasil soberano.

Nas bases da FUP, 100% das plataformas da Bacia de Campos e do Espírito Santo aderiram à greve (28 no total), assim como todas as 9 refinarias, 3 Unidades de Tratamento de Gás (UTGCAB, UTGC e EVF), 16 terminais da Transpetro, 5 termelétricas, 2 usinas de biodisel (Candeias e Montes Claros), 2 Estações de Compressão da TBG (Paulínia e Araucária), 5 campos terrestres e a estação de transferência Parque São Sebastião, na Bahia.

Os informes das direções sindicais são de que a categoria petroleira tem fôlego para manter a greve por muito mais tempo e que está disposta a acirrar o movimento, se a empresa não avançar no processo de negociação. Esse é o sentimento que os petroleiros têm manifestado nos piquetes, atos e nas setoriais nas portas das unidades, conforme reportam os dirigentes da FUP e de seus sindicatos no NF Ao Vivo, balanço diário da greve que o Sindipetro NF realiza todas as noites, conversando com os grevistas e com as lideranças sindicais petroleiras de vários estados.

Vigília no Edisen completa 10 dias

Neste sábado, a vigília nacional pelo fim dos PEDs completa 10 dias, com aposentados e pensionistas de vários estados acampados em frente ao Edisen, sede da Petrobrás no Rio de Janeiro. A vigília cobra o fim dos equacionamentos dos déficits dos planos de previdência PPSPs, um dos principais eixos de luta da campanha reivindicatória da categoria petroleira. Os aposentados permanecerão acampados por tempo indeterminado, até que a empresa apresente uma proposta que formalize o que foi negociado na Comissão Quadripartite com as entidades da categoria, os órgãos reguladores e a Petros.

Bahia com paralisação firme

Na Bahia, a paralisação se mantém nos campos de produção terrestre de petróleo em Taquipe (São Sebastião do Passé), Bálsamo (Esplanada), Santiago (Catu), Buracica (Alagoinhas) e Araçás. A Usina de Biodiesel em Candeias (PBio), a Estação Vandemir Ferreira (EVF) e o Parque São Sebastião seguem operados por equipes de contingência.

Os campos de petróleo citados compreendem o chamado Polo Bahia Terra, que sofre ameaça de privatização segundo declaração da presidente da Petrobrás, Magda Chambriard. Os trabalhadores e as trabalhadoras do Polo Bahia estão de braços cruzados desde o primeiro dia da greve, adicionando à pauta do movimento paredista a luta contra a venda desse conjunto de ativos históricos para a Bahia e para a indústria nacional de petróleo.

Mesmo no fim de semana, a categoria petroleira segue mobilizada para pressionar a gestão da Petrobrás por um ACT mais justo, e pelos eixos principais da pauta reivindicatória: solução definitiva para os PEDs, distribuição da riqueza gerada pelos trabalhadores e trabalhadoras, e atendimento da Pauta pelo Brasil Soberano.

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