Capitão da PM baiana é preso apontado como liderança de organização criminosa envolvida em tráfico e lavagem de dinheiro

O capitão da Polícia Militar da Bahia, Mauro das Neves Grunfeld, foi preso novamente na manhã desta quinta-feira (11). Ele é apontado como uma das lideranças investigadas na Megaoperação Zimmer, deflagrada pela Polícia Civil para desarticular a cadeia de comando de uma organização criminosa suspeita de envolvimento em tráfico de drogas, crimes violentos, lavagem de dinheiro e disputa por territórios.
Mauro Grunfeld já havia sido alvo de investigação em 2024, durante a Operação Fogo Amigo, que apurou a atuação de um grupo especializado na venda ilegal de armas e munições para facções de Alagoas, Bahia e Pernambuco. Após ter a prisão preventiva revogada, uma liminar restabeleceu a detenção a pedido do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).
O capitão foi denunciado em 7 de junho de 2024 pelos crimes de organização criminosa armada e comercialização ilegal de armas de fogo, inclusive de uso restrito. As investigações apontaram a existência de um esquema clandestino no qual munições eram obtidas de forma irregular e armas “frias” eram repassadas a facções por meio de intermediários.
Em maio de 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou a prisão preventiva. Ex-subcomandante da 41ª Companhia Independente da PM (CIPM/Federação-Garcia), Mauro Grunfeld recebeu a condecoração de “policial militar padrão do ano de 2023”. Ele voltou a ser libertado em julho após nova decisão judicial, mas uma liminar do Gaeco determinou novamente sua prisão.
A operação realizada nesta quinta é executada simultaneamente na Bahia, Sergipe, Espírito Santo, São Paulo, Santa Catarina e Pernambuco. Segundo a Polícia Civil, o objetivo é atingir diferentes núcleos da facção — operacional, logístico e financeiro — e interromper o funcionamento da rede criminosa.
Cerca de 400 agentes participam da ação, que cumpre mais de 90 mandados judiciais. As investigações identificaram estruturas destinadas à produção, preparação e distribuição de drogas, além da movimentação de recursos por empresas e pessoas físicas usadas para ocultar a origem ilícita dos valores.
Com base nas evidências, a Polícia Civil solicitou ao Judiciário o bloqueio de R$ 100 milhões pertencentes aos investigados, além do sequestro de bens supostamente adquiridos com recursos provenientes do tráfico. A corporação informou que a ofensiva busca neutralizar integrantes que permanecem em liberdade e reduzir o poder econômico da organização, que possui atuação interestadual.
Fonte: Blog do Valente

Tâmile Conceição, é quilombola e jornalista em formação pela UFRB, apaixonada por contar histórias e mergulhar na rica cultura do Recôncavo. Compreendendo a importância do jornalismo para sua comunidade, prioriza a apuração em seu trabalho. Atualmente, produz conteúdo para site, Instagram e rádio, compartilhando a diversidade e a riqueza cultural da sua região. Vencedora do Prêmio Motezuma em Telejornalismo com a reportagem sobre o Coletivo das Artes da cidade de São Félix, é também criadora do radiodocumentário Santa Bárbara como Símbolo Cultural e Religioso em São Félix, que reflete sua dedicação à preservação da cultura, da história e das tradições do seu povo.



























