Bahia reduz número de analfabetos em 2025, mas ainda concentra mais de 1,1 milhão de pessoas sem saber ler e escrever

A Bahia registrou, em 2025, nova redução no número de pessoas analfabetas e na taxa de analfabetismo, alcançando os menores índices da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) Educação, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo os dados, 1,145 milhão de baianos com 15 anos ou mais de idade não sabiam ler nem escrever um bilhete simples em 2025. Em comparação com 2024, quando o estado contabilizava 1,174 milhão de analfabetos, houve uma redução de 2,5%, o equivalente a 29 mil pessoas a menos nessa condição.
Apesar do avanço, a Bahia continua entre os estados com maior número absoluto de pessoas analfabetas do país. A taxa de analfabetismo caiu de 9,9% em 2024 para 9,5% em 2025.
No Brasil, 8,384 milhões de pessoas com 15 anos ou mais eram analfabetas em 2025, o equivalente a uma taxa de 4,9%. No ano anterior, o índice nacional era de 5,3%.
Os dados também mostram que o Plano Nacional de Educação (PNE) segue distante das metas estabelecidas. O plano previa reduzir a taxa de analfabetismo para 6,5% até 2015 e erradicar o problema até 2024. Nenhum estado brasileiro atingiu a meta final, e 11 unidades da Federação ainda não alcançaram sequer o objetivo intermediário de 6,5%, entre elas os nove estados do Nordeste, além do Acre e Tocantins.
Na Bahia, o analfabetismo continua concentrado principalmente entre a população idosa. Em 2025, cerca de 718 mil pessoas com 60 anos ou mais não sabiam ler nem escrever, representando 62,7% de todos os analfabetos do estado.
A taxa de analfabetismo entre os idosos baianos chegou a 28,5%, indicando que quase três em cada dez pessoas nessa faixa etária vivem nessa condição.
O levantamento também aponta diferenças entre os grupos populacionais. A taxa de analfabetismo foi maior entre os homens (10,3%) do que entre as mulheres (8,8%). Entre pessoas pretas e pardas, o índice atingiu 9,8%, enquanto entre pessoas brancas ficou em 8,3%.
Letróloga em Língua Espanhola e redatora do JornalZero75. Natural de Alagoinhas e residente em Santo Antônio de Jesus há 8 anos.













