Cruz das Almas

Apreensões de espadas em Cruz das Almas já ultrapassam 1,5 tonelada em 2025

A cidade de Cruz das Almas, no Recôncavo Baiano, vive mais um ano marcado por apreensões expressivas de espadas juninas. Em 2025, as forças de segurança já retiraram de circulação mais de 1,5 tonelada desses artefatos, tradicionalmente utilizados durante o mês de junho, apesar de sua proibição por lei desde 2011.

A maior operação até agora ocorreu em 15 de maio, quando a Polícia Civil da Bahia, com apoio de diversos órgãos, apreendeu cerca de uma tonelada de espadas e materiais usados na fabricação clandestina. Intitulada “Brincar com Fogo”, a ação também revelou a dimensão econômica por trás da atividade, causando um prejuízo estimado de R$ 42 mil aos envolvidos.

No fim de maio, outra operação relevante apreendeu cerca de 300 espadas na zona rural de Cruz das Almas, com a prisão em flagrante de uma mulher suspeita de envolvimento na produção. Já em 5 de junho, novas dúzias de espadas prontas foram encontradas durante o cumprimento de mandados judiciais. Desde março, ações menores vinham sendo realizadas, somando gradativamente um volume expressivo de apreensões.

Em comparação com 2024, o aumento é evidente. No ano anterior, foram registradas diversas operações, principalmente em junho, com destaque para uma única apreensão de quase 700 espadas. Ainda assim, o total daquele ano foi bem inferior ao de 2025, demonstrando não apenas o crescimento da produção clandestina, mas também a intensificação das ações policiais.

Mesmo após 14 anos de proibição, a tradição das espadas resiste. Muitos moradores veem na prática não apenas um ritual junino, mas um símbolo da identidade cultural de Cruz das Almas. Essa resistência popular tem alimentado debates sobre a possibilidade de regulamentação, com defensores argumentando que, com regras claras e medidas de segurança, seria possível preservar o legado cultural e evitar os riscos atuais da clandestinidade.

As autoridades, por sua vez, mantêm-se firmes no combate à prática ilegal, citando os riscos de acidentes, incêndios e danos à integridade física da população. Ainda assim, o tema segue gerando discussões acaloradas entre tradição, segurança e legislação.

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