Acervo da escravidão do Arquivo Público da Bahia recebe reconhecimento internacional da Unesco

O acervo do período da escravidão do Arquivo Público do Estado da Bahia (Apeb) passou a integrar o Registro Regional da América Latina e Caribe do Programa Memória do Mundo da Unesco. O reconhecimento foi oficializado nesta sexta-feira (20) e marca o primeiro título internacional conquistado pelo patrimônio documental do estado.
A coleção laureada é “Passaportes de Escravizados, Libertos, Livres e Africanos de 1821 a 1889”. O conjunto é formado por 1.024 maços de documentos produzidos por autoridades oficiais do período, como Ministros e Secretários de Estado, Presidentes das Províncias e Chefes de Polícia. Esses registros estavam ligados à concessão de passaportes conforme a Lei do Império do Brasil de 1842.
Além do reconhecimento regional, o acervo baiano também representará o Brasil na candidatura ao Registro Internacional do Programa Memória do Mundo da Unesco. O país será representado ainda pelo Arquivo Público do Estado de São Paulo, com a candidatura do acervo de Luiz Gama.
Segundo Sandro Magalhães, diretor-geral da Fundação Pedro Calmon, responsável pela gestão do Arquivo Público, o título reforça a relevância histórica da documentação preservada na Bahia. “É um reconhecimento internacional de um trabalho de grande relevância histórica, que segue se destacando pela diversidade do patrimônio documental preservado por instituições brasileiras”, afirmou.
O reconhecimento amplia a visibilidade internacional da memória documental sobre a escravidão no Brasil e fortalece o papel da Bahia na preservação da história nacional.
Letróloga em Língua Espanhola e redatora do JornalZero75. Natural de Alagoinhas e residente em Santo Antônio de Jesus há 8 anos.






















