Feira de Santana registra mais de mil casos confirmados de chikungunya em 2026

Feira de Santana registrou 1.027 casos confirmados de chikungunya entre janeiro e setembro de 2026, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). O número representa um aumento superior a 5.600% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram confirmados 18 casos da doença.

As notificações também cresceram. Nos primeiros nove meses deste ano, o município contabilizou 1.765 casos suspeitos, contra 29 no mesmo intervalo do ano passado. As informações foram divulgadas pelo g1.
Entre as localidades com maior concentração de registros estão os bairros Queimadinha, Tomba, Mochila e Cidade Nova. De acordo com a Vigilância Epidemiológica, os dados ajudam a direcionar as ações dos agentes de combate às endemias.
Capacitação de profissionais
Diante do aumento dos casos, a Secretaria Municipal de Saúde ampliou a capacitação de profissionais das redes pública e privada. A iniciativa busca melhorar a identificação dos sintomas, a notificação de suspeitas e o atendimento de pacientes com arboviroses, doenças transmitidas principalmente pelo mosquito Aedes aegypti.
A chikungunya pode causar febre, dores intensas nas articulações, inchaço, dor de cabeça, dores musculares, náuseas e manchas na pele. As dores articulares podem atingir regiões como mãos, punhos, tornozelos e ombros.
A orientação da SMS é que pessoas com sintomas compatíveis com arboviroses procurem uma unidade de saúde para avaliação médica e acompanhamento.
Onde fazer os exames
A confirmação laboratorial ajuda a diferenciar a chikungunya de outras doenças com sintomas semelhantes. Conforme as orientações da Vigilância Epidemiológica, o exame RT-PCR é indicado entre o primeiro e o quinto dia após o início dos sintomas. A partir do sexto dia, podem ser realizados exames sorológicos, conforme a avaliação clínica e os protocolos vigentes.
Em Feira de Santana, a coleta de material para investigação é realizada nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), nas policlínicas e no Centro de Saúde Especializado (CSE), localizado na Rua Francisco Martins, no bairro Ponto Central. As amostras são encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).
Como prevenir a chikungunya
A população deve eliminar possíveis criadouros do mosquito transmissor, evitando água parada em recipientes e mantendo caixas-d’água e reservatórios devidamente tampados. A limpeza regular dos locais de armazenamento de água e o uso de repelentes também são medidas recomendadas.
Segundo a Vigilância Epidemiológica, o número de casos está acima do esperado para o período sazonal. Diante do cenário, o órgão destaca a importância da atuação conjunta entre os serviços de saúde, as equipes de controle de vetores e a população.
Letróloga em Língua Espanhola e redatora do JornalZero75. Natural de Alagoinhas e residente em Santo Antônio de Jesus há 8 anos.









