Política

Lula lidera segundo turno contra Flávio Bolsonaro, mas vantagem diminui, aponta pesquisa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno da eleição presidencial de 2026, segundo pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta segunda-feira (31). Lula registra 47,1% das intenções de voto, enquanto Flávio soma 42,6%. Outros 10,3% dos entrevistados disseram não saber em quem votar ou optariam pelo voto branco ou nulo.

O levantamento mostra, porém, uma redução na vantagem de Lula em relação à pesquisa anterior. Em julho, o presidente tinha 49,2%, contra 42,9% de Flávio Bolsonaro. A diferença, que era de 6,3 pontos percentuais, caiu para 4,5 pontos nesta rodada.

Lula lidera os demais cenários de segundo turno

A pesquisa também testou outros possíveis confrontos para a eleição presidencial. Lula aparece numericamente à frente em todos os cenários analisados.

Em uma disputa contra Ronaldo Caiado (PSD), Lula registra 46,6% das intenções de voto, enquanto o ex-governador de Goiás soma 41%. Brancos, nulos e eleitores que não souberam responder representam 12,3%.

Contra Romeu Zema (Novo), Lula tem 47%, enquanto o governador de Minas Gerais aparece com 40,7%. O percentual de brancos, nulos e indecisos também é de 12,3%.

A maior diferença ocorre no cenário contra Renan Santos (Missão). Lula alcança 47,5%, enquanto o empresário registra 26%. Nesse caso, 26,6% dos entrevistados disseram não saber em quem votar ou escolheriam branco ou nulo.

Lula e Flávio Bolsonaro recuam no primeiro turno

Na simulação de primeiro turno, Lula também aparece na liderança, com 43,4% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro ocupa a segunda posição, com 33,7%.

Os dois apresentaram queda em relação ao levantamento anterior. Lula passou de 44,9% para 43,4%, enquanto Flávio caiu de 35,8% para 33,7%.

Augusto Cury (Avante) aparece com 7,8% e ocupa numericamente a terceira posição. Renan Santos registra 7,6%. Como a margem de erro da pesquisa é de um ponto percentual, os dois estão tecnicamente empatados.

Ronaldo Caiado aparece com 3,3%, enquanto Romeu Zema registra 1%. Outros candidatos tiveram percentuais inferiores.

Flávio Bolsonaro tem maior rejeição

Flávio Bolsonaro apresenta a maior taxa de rejeição entre os candidatos testados. Segundo o levantamento, 52,7% dos entrevistados afirmam que não votariam nele de jeito nenhum.

Lula aparece logo atrás, com 52%. A diferença de 0,7 ponto percentual está dentro da margem de erro e representa empate técnico.

Na sequência estão Renan Santos, com 43,1%; Jair Bolsonaro, com 41,3%; Pablo Marçal, com 40,1%; Romeu Zema, com 33,9%; e Ronaldo Caiado, com 28,5%.

Augusto Cury registra a menor rejeição, com 18,5%.

Pesquisa avalia impacto das investigações envolvendo Lulinha

O levantamento também perguntou aos entrevistados sobre as investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente.

Segundo a pesquisa, 67,2% afirmaram acompanhar de perto o caso. Outros 29,5% disseram ter ouvido falar das investigações, mas conhecer poucos detalhes. Já 3,4% afirmaram não ter conhecimento sobre o assunto.

Questionados se acreditam que Lulinha tentou influenciar decisões do governo para beneficiar empresários, 52,6% responderam que sim. Outros 26,3% disseram que não e 21,1% não souberam responder.

Para 55,1% dos entrevistados, as investigações afetam diretamente o governo Lula. Outros 37,9% consideram que o episódio é uma questão exclusivamente pessoal de Lulinha, enquanto 7,1% não souberam responder.

Sobre a imagem do governo, 43,4% afirmaram que o caso a piora muito e 17,3% disseram que a piora é pequena. Para 37,4%, as investigações não provocam impacto na imagem do governo. Outros 1,9% avaliaram que a imagem melhora.

Em relação à disputa eleitoral de 2026, 34,8% acreditam que as investigações podem prejudicar muito a candidatura de Lula à reeleição. Outros 24,6% avaliam que o impacto pode ser pequeno, enquanto 36% consideram que o caso não prejudica a candidatura. Outros 4,6% não souberam responder.

Metodologia

A pesquisa Atlas/Bloomberg ouviu 5.014 pessoas entre os dias 25 e 30 de agosto de 2026. O levantamento utilizou recrutamento digital aleatório, por meio da metodologia Atlas RDR.

A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07972/2026.

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