Justiça decreta prisão preventiva de seis suspeitos pela morte de torcedor da Bamor em Salvador

A Justiça decretou a prisão preventiva dos seis homens suspeitos de envolvimento no assassinato do torcedor José Alexandre Souza Borges, em Salvador. O grupo foi detido após a confusão entre integrantes das torcidas organizadas Bamor, do Bahia, e Torcida Uniformizada Os Imbatíveis (TUI), do Vitória.
A decisão foi tomada nesta terça-feira (25), durante audiência de custódia. Os suspeitos haviam sido presos no domingo (23), após a ocorrência registrada antes do clássico entre Bahia e Vitória, no Estádio Manoel Barradas, o Barradão.
Os presos são Caíque Santos Chaves, Guilherme Maia da Luz, Marcos Vinicius Costa Magalhães, Neithan Oliveira dos Santos, Sérgio Gabriel Reis dos Santos e Tiago Franco Barbosa Lima Silva. Segundo as informações divulgadas, eles estavam entre mais de 60 integrantes da TUI abordados após a confusão na Avenida 29 de Março.
José Alexandre Souza Borges era integrante da Bamor. De acordo com informações divulgadas pelo g1 e pela TV Bahia, o juiz Horácio Moraes Pinheiro apontou a existência de indícios suficientes para justificar a prisão preventiva dos investigados.
O grupo é investigado por homicídio doloso qualificado consumado e tentado, além de crimes relacionados à posse ou ao porte de artefatos explosivos e a tumultos e atos de violência envolvendo torcidas organizadas.
O laudo cadavérico apontou que José Alexandre sofreu nove perfurações provocadas por arma branca, sendo seis nas costas e três na cabeça. O exame também identificou afundamento craniano frontal.
Na decisão, o magistrado considerou que o ataque não teria sido resultado de um tumulto ocasional, mas de uma possível emboscada. Conforme o documento, os suspeitos teriam bloqueado a passagem das vítimas com dois veículos e utilizado a vantagem numérica para cercá-las.
Uma das vítimas reconheceu Marcos Vinicius Costa Magalhães como um dos homens que teriam desferido golpes de faca contra José Alexandre. Os outros cinco investigados não foram reconhecidos diretamente pelas demais vítimas ouvidas, mas teriam sido encontrados em meio ao grupo da TUI que fugia a poucos metros do local do crime.
Ainda segundo a decisão, os cinco apresentavam marcas de sangue nas roupas e portavam artefatos explosivos, armas brancas e socos ingleses.
Durante a abordagem policial, outras pessoas que estavam no local teriam efetuado disparos de arma de fogo contra os agentes. Para o juiz, o episódio demonstra que havia disposição para um confronto armado com os policiais e indica a possibilidade de participação de outros envolvidos que ainda não foram identificados e permanecem em liberdade.
A defesa de Caíque Santos Chaves afirmou à TV Bahia que ele não praticou atos de violência e negou qualquer participação no homicídio.
O corpo de José Alexandre Souza Borges foi sepultado na segunda-feira (24), no Cemitério Bosque da Paz. O enterro contou com a presença de familiares e integrantes da Bamor e foi marcado pela indignação dos parentes da vítima.
Letróloga em Língua Espanhola e redatora do JornalZero75. Natural de Alagoinhas e residente em Santo Antônio de Jesus há 8 anos.














